Portal dos Dragões
·6 de febrero de 2026
Historial tenso entre FC Porto e árbitro Luís Godinho reavivado

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O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) nomeou Luís Godinho para dirigir o Clássico referente à 21.ª jornada da I Liga, com início marcado para as 20h45 (hora de Portugal Continental) de segunda-feira, 9 de fevereiro, no Estádio do Dragão.
O árbitro da Associação de Futebol de Évora encabeçará uma equipa composta por Rui Teixeira e Pedro Mota (assistentes), Hélder Malheiro (quarto árbitro), Tiago Martins (VAR) e Pedro Felisberto (AVAR), num encontro que se antevê intenso entre as duas equipas que ocupam os dois primeiros lugares, separadas por apenas quatro pontos e por um passado recheado de contestações.
A formação azul e branca foi a primeira a criticar o árbitro de 40 anos em fevereiro de 2021, quando o jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, no Estádio Municipal de Braga, terminou com um empate a um golo.
Na altura, Mehdi Taremi abriu o marcador aos 9 minutos e Fransérgio empatou 12 minutos para lá do tempo regulamentar, numa partida que ficou também marcada pelas expulsões de Luis Díaz e Matheus Uribe e que foi alvo de fortes críticas através da newsletter Dragões Diário.
“Desta vez, à segunda vez na Pedreira, não bastou uma expulsão para impedir o FC Porto de ganhar. Desta vez, foi preciso duas para o Braga poder empatar (1-1). E fê-lo 12 minutos para lá dos 90, num jogo – o da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal – que os dragões disputaram em inferioridade numérica durante mais de meia hora, depois de uma expulsão absurda de Luis Díaz, severamente penalizado pela lesão grave e fortuita de David Carmo num lance em que não cometeu qualquer falta”, pôde ler-se.
“Porque Luís Godinho e Hugo Miguel brincaram com o futebol, Mehdi Taremi, o avançado iraniano que é capa da mais recente edição da Dragões e marcou o quinto golo em cinco jogos da Taça de Portugal na execução perfeita de um chapéu sobre Matheus, ficou forçosamente para o fim, afastado dos holofotes pelos disparates de arbitragem que atenuaram o desconforto do Braga para o reencontro no Dragão, por ocasião da segunda mão”, acrescentou.
Luís Godinho chegou mesmo a receber ameaças de morte, tendo sido escoltado por elementos da polícia até casa. No seguimento dos acontecimentos, o então responsável pela comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, recorreu à rede social X (ex-Twitter) para o criticar e acabou suspenso por 45 dias.
Em dezembro de 2024, com André Villas-Boas já na presidência do clube, o FC Porto voltou a dirigir duras críticas a Luís Godinho após novo empate a um golo em Famalicão, resultado construído pelos remates certeiros de Óscar Aranda e Samu Aghehowa, aos 43 e 52 minutos, respetivamente.
“São decisões que são tomadas. O que mais me incomoda é ver critérios diferentes em jogos diferentes. É não haver uma uniformidade que devia orientar toda a gente. É premiar o antijogo. Não valorizamos o futebol. A equipa adversária vai perdendo tempo, foi desde inicio… foi demasiado evidente. No final temos pouca coragem em repor o que deve ser reposto”, atirou Vítor Bruno, na altura treinador azul e branco.
O clube apresentou uma queixa contra o árbitro junto do Conselho de Arbitragem da FPF. Isto ocorreu cerca de dez meses depois de o FC Porto ter usado as redes sociais para o criticar, devido à arbitragem no empate 2-2 entre o Vitória SC e o Benfica, no Estádio D. Afonso Henriques, em que contestou a não expulsão de Florentino Luís num lance considerado passível de segunda amarela.
“Não mostrar amarelo neste lance, que era o segundo, não foi por não ter visto, foi mesmo para dar uma ajudinha. E não é que resultou, com o golo do empate a surgir um minuto depois. Mas não vai faltar quem vá fingir que não aconteceu e Luís Godinho continuará a espalhar magia”, referiu então o clube azul e branco.








































