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·27 de junio de 2026

<i>Art déco</i>, café e Diogo Jota: o zerozero no dia de Portugal em Miami

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A malta senta-se num café, à espera do jogo de Portugal. Camisolas com as sete quinas ao peito, com nomes às costas que vão de Eusébio a Cristiano Ronaldo. Sem contar os emblemas de equipas portuguesas representados nas peles dos fãs.

O calor e a maresia poderiam indicar que estamos à beira de alguma praia do Algarve. Mas, ao olhar para fora, as camisas da Colômbia e a animação dos adeptos já começam a mudar o cenário. Na fachada do suposto café, o nome Leslie e o Art Déco de Albert Anis começam a levar-nos para Miami, Ocean Drive. Campeonato do Mundo de 2026.


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Retomamos a noção espaço-temporal, embora isso pouco importe em Mundiais.

Miami acordou mais portuguesa e ainda mais colombiana do que o comum. E sem previsão de tempestade, embora isso mude como o preço da gasolina hoje em dia na América do Norte.  As duas nações querem um grande objetivo: a liderança do grupo e a promessa de um caminho «menos mau» no Mundial.

Filipe, Nuno, Mike, Anthony, Diogo Jota: portugueses

Depois de se refrescarem no café, a malta reune-se mais uma vez na rua para um último «grito de guerra». Chegou a hora de partir para o Hard Rock Stadium, limitado pela FIFA a um mais objetivo Miami Stadium. A polícia local não permitiu um cortejo ao palco do jogo. Mas todos lá chegaram, de qualquer forma. 

No autocarro, Filipe, Nuno, Vasco, mas também Mike, Anthony e Carl. Gerações de portugueses que espalharam um sentimento pelo mundo: o orgulho de ser português. «Podemos não ter nascido em Portugal, mas o sangue está nas nossas veias.»

Manoel estendeu no bar uma bandeira que lembra o nosso camisola 21, Diogo Jota. Nunca nos esquecemos dos nossos. «Resolvemos fazer esse estandarte para que esteja sempre connosco em todos os jogos. Foi uma perda irreparável», comentou-nos o responsável pela homenagem. Chegando ao estádio, otimismo. E a realidade das bancadas, que emudece as redes sociais - pelo menos durante 90 minutos. Cristiano Ronaldo segue muito festejado, apesar de algumas dúvidas dos mais racionais.

Se Portugal vencer a Colômbia, avança em primeiro no grupo e enfrenta, em tese, um adversário mais acessível. Os Cafeteros jogam pelo empate para manter a liderança.  

Um dia que começou como qualquer outro em Portugal, terminou com todos os olhos (e corações) do outro lado do oceano e num estádio pouco comum para os portugueses. Mas as sete quinas ao peito e o sangue nas veias não deixam dúvidas: é Portugal, aonde quer que esteja!

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