Portal dos Dragões
·9 de junio de 2026
Iker Casillas reclama indemnização por enfarte e revela incapacidades

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Iker Casillas voltou, esta segunda-feira, à invicta para estar presente no Tribunal do Trabalho do Porto, onde prestou depoimento no processo em que reclama 3,7 milhões de euros à seguradora Fidelidade e ao FC Porto.
Em causa está o enfarte agudo do miocárdio sofrido pelo antigo guarda-redes em maio de 2019, quando representava os dragões. Uma vez que, nessa altura, estava a treinar no Olival, Casillas exige o pagamento de uma indemnização elevada.
No essencial, o internacional espanhol sustenta que ficou com limitações para o trabalho e, por isso, avançou com este processo, iniciado em outubro de 2021. Segundo refere o jornal Público, a seguradora e o FC Porto defendem que não há provas de que o esforço físico no treino tenha sido a causa direta do problema de saúde.
Nesta segunda-feira, o ex-guarda-redes voltou a recordar os dias anteriores ao enfarte, garantindo que foram “normais”, e descreveu o dia do episódio dramático. Casillas afirmou que chegou ao Olival para mais um treino, depois de deixar os filhos no colégio. De seguida, disse ter tomado o pequeno-almoço antes de realizar trabalho de ginásio. Só mais tarde, por volta das 11 horas, sentiu uma “forte pressão no peito” e foi obrigado a deitar-se.
Depois de momentos de tensão, Casillas recebeu assistência do médico Nelson Puga e acabou por ser encaminhado para o Hospital CUF.
Em tribunal, Iker Casillas insistiu que o enfarte do miocárdio mudou por completo a sua vida. Em primeiro lugar, o antigo jogador explicou que, após o episódio, passou vários dias em repouso absoluto e que só mais tarde começou a caminhar.
Depois de assegurar que só “ao fim de sete meses” se sentiu fisicamente bem, Casillas afirma que consegue ir ao ginásio e jogar padel, mas que não consegue correr.
Apesar disso, continua a marcar presença em jogos de lendas do Real Madrid, por exemplo, razão pela qual foi questionado pela seguradora sobre esse ponto. Casillas desvalorizou essa participação e garantiu tratar-se de jogos amigáveis e sem intensidade profissional.
De referir ainda que, durante a sessão em tribunal, a seguradora se defendeu ao sugerir que o espanhol cometia excessos na vida privada, nomeadamente através da ingestão de álcool e de saídas noturnas ao longo da carreira desportiva.
Esta não é a primeira vez que a Fidelidade acusa Casillas de maus hábitos, tendo em conta que um dos argumentos de defesa é o facto de o espanhol apresentar colesterol acima dos limites máximos. Foi no ano passado que a seguradora apontou algumas incongruências no discurso de Casillas, como destacou o jornal Público.
Recorde-se que, alguns meses depois, Iker Casillas decidiu colocar um ponto final na carreira.







































