Esporte News Mundo
·23 de febrero de 2026
Justiça condena publicitário por aliciamento sexual de jogadores do futebol de base

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·23 de febrero de 2026

O publicitário Fabio Barreto Bueno Adamo, de 45 anos, foi condenado a um ano e dois meses de reclusão, em regime aberto, pelo crime de aliciar e assediar crianças por meio de comunicações digitais. A informação foi divulgada inicialmente pelo Uol.
A sentença foi publicada em março de 2025, e é o desfecho de uma denúncia apresentada em 2019, mas o rastro de abusos deixado pelo acusado parece ser muito mais extenso.
Fabio Adamo é filho de Jorge Adamo, ex-conselheiro e ex-diretor de futebol do Palmeiras, e também cunhado de Edu Gaspar, ex-coordenador da Seleção Brasileira e atual diretor global de futebol do grupo que controla o Nottingham Forest, da Inglaterra.
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Embora Gaspar não tenha qualquer envolvimento ou ciência das atividades criminosas, as investigações apontam que Fabio utilizava o prestígio da família para prometer acesso facilitado ao mercado da bola e ganhar a confiança de garotos e familiares.
Com trânsito em clubes tradicionais e participação em torneios sub-16, Adamo se apresentava como um facilitador de sonhos, mas, por trás das promessas de carreira, escondia-se um esquema de exploração.
O caso que levou à condenação começou dentro do clube social do Palmeiras. A mãe de um garoto de 11 anos descobriu que o filho mantinha conversas frequentes com “Fabão”, e ao verificar o aparelho do menino, encontrou mensagens de cunho sexual e pedidos de imagens íntimas.
Sob coação, a criança chegou a enviar fotos do órgão genital e realizar chamadas de vídeo no banheiro para atos de masturbação mútua.
A perícia no celular do publicitário revelou um cenário perturbador: um laudo de 173 páginas detalhou contatos com 24 jovens, a maioria vinculada ao Palmeiras. Destes, pelo menos 11 conversas continham solicitações explícitas de fotos e vídeos, além de nudes armazenados.
Em sua defesa, Fabio alegou ter “cabeça de adolescente”, justificativa rechaçada por especialistas, que apontam o dolo no pedido reiterado para que os menores apagassem as mensagens para não serem descobertos pelos pais.
Apesar da condenação em primeira instância, o Ministério Público assinalou que a pena pode estar prescrita devido ao tempo decorrido entre o crime e a sentença. Fabio também foi absolvido da acusação de armazenamento de pornografia infantil sob o argumento técnico de que não foi possível comprovar a idade das vítimas nas imagens.
Enquanto o primeiro processo tramitava, Adamo continuou frequentando ambientes juvenis, e, em 2023, uma nova denúncia surgiu no interior de São Paulo.
Relatos indicam que ele oferecia recompensas financeiras e mimos em troca de material sexual: de R$ 20 por uma foto a R$ 100 por vídeos, além de lanches do McDonald’s e camisas de times.
Mesmo sob investigação, Fabio atuou como parte do estafe de jogos da Copa Buh, um dos maiores torneios de base do país. Embora se apresentasse como coordenador, a organização do evento esclareceu que ele era apenas um prestador de serviço pago por partida e que ele cortou contatos abruptamente no final de 2023.
A repercussão do caso levou a diretoria do Palmeiras a agir, e a presidente Leila Pereira determinou, nesta segunda-feira (23), a suspensão preventiva de Fabio Adamo por 90 dias e a abertura de uma sindicância que pode culminar em sua expulsão definitiva do quadro de associados. O clube reiterou que o condenado jamais ocupou cargo oficial na instituição.









































