Papo na Colina
·15 de mayo de 2026
Justiça penhora ações da 777 e proíbe venda da Vasco SAF sem autorização

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (14), a penhora imediata das ações da 777 Partners na Vasco SAF. A decisão da juíza Maria Aparecida da Costa Bastos, do TJ-RJ, atende a um pedido da empresa Matix Capital, que intermediou a venda do futebol vascaíno em 2022. Com essa ordem judicial, o clube fica proibido de vender ou dar essas cotas como garantia em qualquer negociação sem que haja uma autorização prévia do tribunal.
O bloqueio acontece em um momento sensível, já que o presidente Pedrinho tem negociações avançadas para transferir o controle da Vasco SAF para o empresário Marcos Lamacchia. O plano da diretoria é negociar 90% das ações do futebol, mas o novo imbróglio legal obriga o clube a resolver as pendências com a Matix Capital antes de assinar o novo contrato. A empresa fundamentou o pedido citando o risco de dissipação do patrimônio da antiga sócia majoritária americana.
A Matix Capital, que tem entre seus sócios o ex-CEO do Botafogo, Thairo Arruda, moveu a ação por preocupação com a suposta crise financeira enfrentada pelas empresas da 777 Partners. Caso a decisão seja mantida, o clube associativo terá que obter um aval específico da Justiça para seguir com o rito de venda da Vasco SAF. Esse cenário aumenta a insegurança jurídica do negócio, pois coloca um terceiro interessado com poder de veto sobre as movimentações acionárias.
Atualmente, a composição do quadro de acionistas está dividida entre o associativo, a antiga gestora e uma parte que segue em discussão na arbitragem da FGV. O controle de 39% das ações da Vasco SAF foi retomado pelo clube por determinação judicial anterior, mas a penhora atual incide sobre a fatia que ainda pertence formalmente ao grupo estrangeiro. A diretoria jurídica trabalha para tentar reverter a decisão e garantir que o cronograma de venda não sofra atrasos significativos.

Josh Wander, ex-CEO da 777 Partners, em São Januário – Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br
O impacto da decisão sobre o mercado é imediato, pois o grupo de Marcos Lamacchia exige garantias de que não herdará passivos jurídicos da gestão anterior. O bloqueio das ações da Vasco SAF serve como um alerta para investidores sobre a complexidade dos contratos firmados em 2022. O presidente Pedrinho busca agora uma saída diplomática ou jurídica para isolar essas ações da disputa entre a intermediadora e a 777 Partners.
O departamento jurídico do clube deve protocolar um recurso nos próximos dias para tentar desbloquear o patrimônio e dar continuidade ao processo de modernização administrativa.

Núcleo da antiga 777 Partners em São Januário – Foto: Leandro Amorim / Vasco
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