Jogada10
·2 de abril de 2026
Justiça pune três integrantes de organizada do Palmeiras

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O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou três integrantes da Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras, pela invasão ao CT do clube, em agosto de 2024. O juiz Sérgio Ricardo Duarte decidiu que os torcedores entraram de forma clandestina no local, que fica na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A decisão cabe recurso.
Jorge Luis Sampaio dos Santos, que era presidente da torcida, Felipe Mattos dos Santos e Thiago Amorim de Melo foram os réus do caso. Eles sofreram condenação por violação de domicílio qualificada pelo concurso de pessoas, quando o crime é cometido em grupo. Segundo a sentença, eles lideraram a invasão de um grupo de cerca de 20 torcedores. Estes acessaram o local sem autorização ao aproveitar a abertura do portão para a saída de veículos.

Membros da organizada sofrem punição da Justiça -Foto: Cesar Greco/SE Palmeiras
Com isso, Felipe e Thiago, vice-presidentes, cumprirão a sentença de sete e seis meses, respectivamente, em regime aberto. Jorge, entretanto, ficará oito meses em regime semiaberto. O trio, aliás, ainda precisará pagar multa e prestar serviços à comunidade.
Em depoimento, os acusados afirmaram que foram ao CT para “dialogar” sobre a má fase do time, mas alegaram que o portão aberto indicaria uma espécie de permissão para a entrada. No entanto, o juiz rejeitou e destacou que o acesso ao CT é controlado e exige autorização prévia. Na decisão, o magistrado apontou que a intenção dos torcedores é irrelevante para a configuração do crime, já que o simples ato de entrar em local privado contra a vontade do responsável “caracteriza a violação”.
O diretor de futebol Anderson Barro e gerente operacional do CT, Richard Novais, também fizeram depoimento. O dirigente afirmou que a presença dos integrantes da organizada causou apreensão, já que jogadores e membros da comissão técnica estavam no local no momento da invasão.
Do outro lado, Richard Novais relatou ainda que houve empurrão contra um segurança na tentativa de conter o grupo. Ou seja, deixou claro que não houve permissão para entrada.









































