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·8 de junio de 2026

Liga Portugal vota hoje a divisão dos 250 milhões dos direitos televisivos

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As sociedades desportivas dos campeonatos profissionais de futebol reúnem-se esta manhã na sede da Liga Portugal, no Porto, numa Assembleia Geral Extraordinária para votar a chave de repartição das receitas provenientes da comercialização centralizada dos direitos de transmissão. O encontro, que poderia ter decorrido sem grandes sobressaltos, ganhou contornos de confronto depois de o Nacional ter colocado em cima da mesa uma proposta alternativa àquela elaborada pela gerência da Liga Centralização.

O clube madeirense defende um modelo que distribui metade do valor negociado, estimado em 250 milhões de euros, em partes iguais por todos os clubes. A iniciativa agradará sobretudo às equipas da II Liga e a alguns dos clubes menos competitivos do escalão principal. Para garantir a aprovação, o Nacional pediu voto secreto e terá de assegurar maioria suficiente entre os presentes.


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A proposta da Liga Centralização segue um caminho diferente, privilegiando o mérito desportivo. O modelo em discussão contempla critérios como o desempenho no campeonato, o ranking da UEFA e o histórico recente na I Liga. Mais de 30 por cento do valor total seria distribuído igualmente por todos os clubes do primeiro escalão, existindo ainda parcelas associadas à implantação comercial e às infraestruturas de cada clube.

Benfica, FC Porto, Sporting e Braga em alerta

Os quatro principais clubes nacionais acompanham o processo com grande atenção. O Benfica já tornou pública a sua posição, rejeitando ambas as propostas por considerar que nenhuma delas valoriza o fator social nem protege os ativos existentes. FC Porto, Sporting e Braga seriam igualmente penalizados caso o modelo do Nacional vingasse, o que torna provável a existência de tentativas coordenadas dos quatro clubes para inviabilizar a votação e fazer cair a proposta dos insulares.

O desfecho desta assembleia terá consequências diretas na forma como os clubes portugueses planeiam as suas finanças para os próximos anos, numa altura em que a centralização dos direitos televisivos representa uma das maiores mudanças estruturais do futebol profissional nacional. A decisão tomada hoje definirá quem ganha e quem perde nessa redistribuição de receitas.

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