Leonino
·9 de abril de 2026
Luís Guilherme sem data para regresso e Quenda à espera; Rui Borges com mais problemas no Sporting

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·9 de abril de 2026

A frase deixada por Rui Borges após o encontro com o Arsenal expôs um problema que tem vindo a crescer no Sporting: a falta de opções frescas para os corredores ofensivos. Com Pedro Gonçalves e Geny Catamo a acumularem minutos e desgaste físico, o treinador leonino vê-se limitado na gestão, numa altura decisiva da temporada. As ausências prolongadas e a recuperação ainda incompleta de alternativas têm reduzido a margem de manobra do técnico.
Luís Guilherme é um dos casos mais preocupantes. O extremo brasileiro, que se lesionou a meio de março, antes do duelo com o Bodo/Glimt, tinha inicialmente uma previsão de paragem entre quatro a seis semanas. No entanto, o problema revelou-se mais delicado do que o esperado e, neste momento, ainda não existe uma data definida para o regresso à competição. Esta indefinição agrava a escassez de soluções para as alas, obrigando a uma utilização intensiva das opções disponíveis.
Geovany Quenda também ainda não foi reintegrado em competição, apesar de já estar recuperado da fratura no pé direito. O jovem extremo regressou a Portugal no final de março, após quatro meses em Londres, mas continua a aguardar autorização para voltar a jogar. A situação é acompanhada de perto pelo Chelsea, que adquiriu o jogador por 50 milhões de euros e pretende evitar qualquer recaída antes do final da época. Assim, o seu regresso é gerido com cautela no Sporting, sem cenários totalmente definidos.
Perante este contexto, Rui Borges tem recorrido a soluções alternativas como Souleymane Faye ou o jovem Flávio Gonçalves, embora ambos ainda estejam em fase de adaptação e crescimento competitivo. O próprio treinador admitiu que a utilização do senegalês poderia trazer maior velocidade, mas implicaria perda de poder físico. Estas limitações mantêm a dependência da dupla formada por Pote e Geny Catamo.
Os sinais de desgaste são evidentes. Pedro Gonçalves não somou minutos na última pausa FIFA devido a limitações físicas, enquanto Geny tem atuado com fitas kinesio para aliviar queixas de esforço. Com 32 jogos disputados por Pote e 47 por Geny, ambos ultrapassam fases de grande exigência e estão a ser geridos com especial cuidado, numa tentativa de evitar novas baixas numa fase crítica da temporada.


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