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·25 de abril de 2026
Luisão falhou ao Benfica e a Prestianni

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·25 de abril de 2026

Luisão tinha ontem a oportunidade de fazer aquilo que se exigia a um antigo capitão do Benfica, reconhecer que se precipitou, que ajudou a alimentar uma acusação gravíssima antes de os factos estarem esclarecidos e que, ao fazê-lo, contribuiu para mais um ataque ao clube e a um jogador seu. Não o fez. Preferiu continuar amuado, agarrado a uma narrativa que não resistiu ao que entretanto foi clarificado publicamente. O que ficou confirmado foi um castigo por linguagem homofóbica, não a confirmação da acusação inicial de racismo.
E isso muda tudo para quem, desde a primeira hora, decidiu apontar o dedo como se fosse juiz, procurador e carrasco ao mesmo tempo. Luisão não se limitou a condenar a discriminação, isso ninguém discute. Foi mais longe, tratou o caso como se estivesse fechado, como se já não houvesse dúvidas, como se Prestianni tivesse sido apanhado em flagrante num crime moral sem defesa possível. Essa pressa em condenar serviu apenas para reforçar ruído, desinformação e mais uma vaga de ataque ao Benfica, precisamente num momento em que o clube e o jogador diziam desde o início que não tinha existido insulto racista.
Ontem era o dia para ter humildade. Era o dia para admitir que errou no julgamento antecipado. Era o dia para perceber que um capitão do Benfica não pode juntar-se à turba sempre que o clube está debaixo de fogo mediático. Um capitão do Benfica tem de ter cabeça, memória e sentido de justiça. Tem de saber distinguir entre defender princípios, o que é sempre obrigatório, e transformar suspeitas em sentenças públicas antes do tempo. Luisão falhou nessa distinção e, ao falhar, preferiu atacar o clube que lhe deu tudo em vez de proteger a verdade dos factos quando ela já estava mais clara.
O mais lamentável é que não se tratou de um adepto qualquer, nem de um comentador sem passado no Benfica. Tratou-se de alguém que usou a braçadeira, que conhece o peso da camisola e que, por isso mesmo, tinha obrigação acrescida de responsabilidade. Quando alguém com esse estatuto escolhe alimentar uma acusação não confirmada, ajuda a legitimar a intoxicação pública e oferece munições a quem vive de atacar o Benfica. Ontem, em vez de fechar esse erro com um pedido de desculpa, Luisão preferiu prolongá-lo. E isso diz mais sobre o momento dele do que sobre o clube.
Os benfiquistas não lhe exigiam silêncio, exigiam grandeza. Exigiam que estivesse à altura da história que construiu no clube. Exigiam que fosse capitão também fora das quatro linhas. Mas ontem Luisão não foi capitão, foi apenas mais uma voz a insistir numa suspeita que já não bate certo com o que ficou apurado. E isso, vindo de quem veio, é um episódio triste que muitos benfiquistas dificilmente esquecerão.
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