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·30 de marzo de 2026
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O Brasil entra em campo nesta terça-feira (31), em Orlando, para realizar seu último grande teste antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026 – e logo contra um adversário especial: a Croácia.
Os croatas foram responsáveis pela eliminação da Seleção no último Mundial.
Para o meia-atacante Matheus Cunha, o clima no vestiário, no entanto, não é de "revanche", e não há espaço para ressentimentos.
Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (30), ele exaltou a importância de enfrentar uma potência europeia neste momento crucial do ciclo.

Segundo o jogador, a experiência de medir forças contra seleções que habitam o topo do cenário mundial é fundamental para a evolução do elenco comandado por Carlo Ancelotti.
“Croácia e França são seleções que estão nas prateleiras mais altas do futebol mundial. Normalmente a gente não tem tantas experiências como esses jogos. A gente joga dentro do futebol sul-americano. É maravilhoso estar tendo essa oportunidade. Não tem como ver como revanche, a gente vê como oportunidade. A gente quer entrar lá e sair vitorioso, porque não há outro pensamento com essa camisa que não seja ganhar o jogo.”
Moral do grupo e 'Efeito Ancelotti'
Apesar da derrota por 2 a 1 para a França na última quinta-feira, Cunha garantiu que a confiança da equipe segue inabalada. Ele reforçou que o tropeço, embora frustrante, serviu para mostrar que a Seleção ainda tem uma "margem de melhora grande" a dois meses do Mundial.
“Não mudou nada na nossa confiança. Vocês jornalistas, como torcedores e nós jogadores temos a mesma ideia do que fazer. Ser campeão da Copa do Mundo, assim como grandes ídolos. Independentemente da derrota, que nos deixa decepcionados, nos demonstra também uma certa tranquilidade que a gente tem o caminho."
Questionado sobre as adaptações táticas propostas por Carlo Ancelotti para furar o forte sistema defensivo croata, Matheus Cunha indicou que a essência ofensiva do Brasil será mantida, mesmo diante de um adversário que joga de forma mais retraída.
“As táticas ele (Ancelotti) tem sempre conversado com a gente para a gente se adaptar. A Croácia tem um estilo de jogo diferente, mais compacto. Sem dúvida ele vai preparar a gente para um jogo diferente, mas sem perder a nossa personalidade."
Fé, coletividade e o peso da camisa
Natural de João Pessoa (PB), o atacante também falou sobre sua relação com os torcedores nordestinos e revelou que prefere ser lembrado pela sua entrega ao grupo, abdicando de qualquer vaidade pessoal. Para ele, lidar com a pressão e o pouco tempo de treinamento nas Datas FIFA exige resiliência e foco no objetivo final.
“Lá em João Pessoa deve estar tendo muita promessa... Ter fé e seguir em frente é muito motivador. Se puder juntar todas e nos ajudar a ter um caminho de êxito a gente está aceitando. Para mim é muito claro, sempre que visto essa camisa nunca busco protagonismo. A simplicidade de ajudar nossos companheiros, isso eu tenho muito claro. É mais querer ser lembrado.”
O amistoso contra a Croácia acontece às 21h desta terça-feira, no Camping World Stadium.
📸 Michael Owens - 2026 Getty Images









































