Maurício é o único denunciado entre 49 lances iguais do Brasileirão; STJD julga nesta terça | OneFootball

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·4 de agosto de 2026

Maurício é o único denunciado entre 49 lances iguais do Brasileirão; STJD julga nesta terça

Imagen del artículo:Maurício é o único denunciado entre 49 lances iguais do Brasileirão; STJD julga nesta terça

O meia Maurício senta no banco dos réus do STJD nesta terça-feira (4), às 10h, por um lance que o árbitro já havia resolvido em campo com cartão amarelo. O detalhe que muda o tamanho da história está nas súmulas do próprio Campeonato Brasileiro: a mesma ocorrência que o juiz registrou no choque entre o palmeirense e o zagueiro Cacá aparece dezenas de vezes na competição, distribuída por dezenas de jogadores de vários clubes. Nenhum deles foi denunciado. Só Maurício será julgado, e ele pode pegar de um a seis jogos de suspensão.

O número que aparece nas súmulas do Brasileirão

O lance de Maurício foi anotado pelo árbitro com o código A1.11, a ocorrência usada quando o juiz entende que um atleta atingiu o adversário de forma temerária na disputa da bola. É uma anotação de cartão amarelo, não de expulsão. Um levantamento nas 205 súmulas já produzidas no Brasileirão de 2026 mostra que esse mesmo código foi registrado 49 vezes, envolvendo 46 jogadores diferentes.


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Dos 49 registros, um único virou processo. A Procuradoria do STJD não apresentou denúncia contra nenhum dos outros atletas anotados com a mesma ocorrência ao longo da competição, e também não divulgou o critério que separou o caso do meia palmeirense de todos os demais.

49

registros da ocorrência A1.11 nas súmulas do Brasileirão 2026, envolvendo 46 jogadores diferentes. Apenas um deles virou denúncia no STJD.

Súmulas do Brasileirão 2026

O lance que gerou a denúncia

A jogada aconteceu aos 26 minutos do primeiro tempo de Vitória 0 x 4 Palmeiras, no Barradão, em 29 de julho, pela 21ª rodada do Brasileirão. Na disputa de bola, o braço de Maurício atingiu o rosto do zagueiro Cacá. O árbitro parou o jogo, aplicou o cartão amarelo e seguiu. A cabine do VAR revisou a imagem e não recomendou mudança na punição.

Dias depois, a Procuradoria denunciou o meia no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de jogada violenta e prevê suspensão de um a seis partidas. O mesmo julgamento desta terça traz outros denunciados do duelo: Cacá responde pelo mesmo artigo 254, o lateral Luan Cândido cai no artigo 243-F, o presidente Fábio Mota no artigo 258 e o Vitória, como clube, no artigo 191.

A resposta de Maurício

O camisa 18 falou publicamente sobre o processo e disse ter sido pego de surpresa pelo desdobramento. “Me pegou um pouco de surpresa. Não achava que ia acontecer tudo o que aconteceu e segue acontecendo”, afirmou. “Eu recebi isso de forma um pouco estranha e triste.”

O meia negou qualquer intenção na jogada e apontou justamente a comparação com outros lances da mesma rodada. “Não sou um jogador maldoso, nunca fui e nunca vou ser. Nunca tive maldade ou intenção de machucar o adversário em toda a minha carreira”, disse. “Na própria rodada, tiveram muitos lances interpretativos parecidos e que não foram denunciados. Mas isso eu deixo com o Palmeiras para a gente se defender.”

O argumento do Palmeiras

Em nota, o clube contestou a denúncia e cobrou critério do Tribunal. O texto questiona a lógica de rever, no gabinete, o que a arbitragem já decidiu em campo: “Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?”

O Palmeiras citou nominalmente dois lances da mesma rodada, envolvendo Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, que classificou como infrações similares e que não geraram processo. “Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos”, diz o comunicado, que ainda relembra a punição aplicada a Abel Ferreira e as suspensões recentes de Allan e Paulinho para sustentar que faltam equilíbrio e isonomia nas decisões que envolvem o clube.

A nota termina em tom de aviso: “O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.”

O que está em jogo nesta terça

A denúncia não suspende o atleta de forma automática, e por isso Maurício seguiu à disposição de Abel Ferreira depois do episódio. O cenário só muda com a decisão desta terça: uma condenação no artigo 254 tira o meia de uma a seis partidas em competições nacionais, justamente na sequência mais carregada da temporada palmeirense. O departamento jurídico do clube já sinalizou que recorre ao Pleno se houver punição em primeira instância.

Confirmado

O que está confirmado e o que ainda depende do julgamento

A denúncia de Maurício no artigo 254 do CBJD e a sessão marcada para as 10h de 4 de agosto são oficiais. Ainda dependem do julgamento a condenação ou a absolvição, o tamanho de um eventual gancho e o recurso ao Pleno. O STJD não divulgou o critério que separou esse lance dos outros 48 registros da mesma ocorrência no Brasileirão.

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