Jogada10
·12 de junio de 2026
Militão exalta Endrick e prevê sucesso no Real Madrid: “Tem estrela, e muita”

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Fora da Copa do Mundo de 2026 por conta de uma lesão, Éder Militão segue acompanhando de perto os assuntos da Seleção Brasileira e do Real Madrid. Em entrevista ao canal SportyNet, o zagueiro fez questão de destacar a evolução de Endrick e afirmou que o atacante tem tudo para se consolidar tanto na equipe espanhola quanto na Amarelinha.
Companheiros no Real Madrid antes do empréstimo do jovem ao Lyon, da França, Militão acredita que a passagem pelo futebol francês acelerou o desenvolvimento do atacante de 19 anos. Agora, Endrick retorna ao clube espanhol para integrar o elenco da próxima temporada.
“Endrick sempre foi um jogador muito decidido, é um menino que vem em uma evolução muito grande. Não teve tantos minutos, mas entrou em campo e mostrou o valor dele, quando estava no Real Madrid e tomou a decisão de sair. Acho que, nesse processo, ele evoluiu muito, fez muitos gols. Chegou e mudou a cara do Lyon. Ele tem um potencial incrível, é dedicado”, afirmou.
O defensor também destacou a capacidade do atacante de impactar partidas mesmo quando recebe poucos minutos em campo.
“E na Seleção também. Toda vez que entra, pode ser dois ou três minutos, sempre muda o jogo. Tem estrela, e muita, não é pouca. Ter um cara desses a favor é muito bom e está demonstrando que não tem idade. Quem é diferente, pode ser 16 ou 17 anos e faz o que ele está fazendo. Vai dar muito bom ele na Seleção e no Real Madrid, voltando aí e, se Deus quiser, dividir o vestiário com ele de novo”, completou.
Militão também falou sobre a situação da lateral direita da Seleção Brasileira, setor que virou uma das principais preocupações de Carlo Ancelotti às vésperas da estreia na Copa.
O zagueiro era visto como uma das alternativas para a posição, mas sofreu uma lesão em abril e acabou cortado da competição. Depois disso, Wesley também deixou a lista por conta de um problema muscular. Com as baixas, Danilo passou a ser o principal candidato para ocupar o setor. Na avaliação de Militão, a escolha depende muito das características buscadas pelo treinador.
“Temos laterais bons, mas varia muito do que o treinador pede. Às vezes ele precisa de um lateral mais ofensivo ou defensivo. Cada um tem suas características. Uns têm tudo e outros vão aprimorando, conseguindo ao decorrer da carreira”, falou o defensor.

Militão ficou fora da Copa por lesão – Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Militão também comentou a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção. Afinal, o treinador italiano trabalhou com o zagueiro no Real Madrid e assumiu a equipe brasileira após o fim da temporada europeia. Segundo o defensor, a essência do técnico permanece a mesma, apesar das mudanças naturais ao longo da carreira.
“Acho que continua sendo a mesma pessoa, como ser humano, um cara incrível, paizão. Os treinos ainda mais pegados. Pessoa vai evoluindo… Com a idade que ele tem, você acha que não, mas sempre tem algo a melhorar”, falou o zagueiro.
Por fim, Militão revelou que recebeu apoio constante dos companheiros de Seleção durante o período de recuperação. O zagueiro afirmou que a força mental foi determinante para lidar com mais um momento difícil da carreira e destacou a importância da família no processo.
“A vida é feita de surpresas. Às vezes com coisas boas, que não estão nos planos, e quando acha que está tudo perfeito, as coisas não vão bem. Importante é estar mentalmente bem. Isso é fundamental e me dá energia. Depois dessas lesões tenho muitas lembranças boas de quando eu estava em casa com a família, momentos que levamos para a vida. Essa lesão não é diferente. Em teoria mais tranquila, mas, se não estiver com a cabeça boa, tudo se torna mais difícil”, concluiu.







































