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·8 de marzo de 2026

Moreirense foi a jogo apenas com seis suplentes: quais os motivos?

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Quem assistiu ao duelo entre Moreirense e Nacional (1-1), este sábado, rapidamente reparou num pormenor que saltou à vista. É que os cónegos, que jogaram em casa, não tiveram capacidade para completar o seu banco de suplentes, onde tinham apenas seis elementos (!), menos três que o máximo permitido. Mas quais serão os motivos?

Durante boa parte da temporada, os comandados de Vasco Botelho da Costa estiveram nas conversações das equipas na luta pela presença nas provas europeias. E embora, matematicamente, ainda lhes seja possível chegar a esse «sonho», a verdade é que o contexto atual mudasse um pouco a forma como se olha para o mesmo. De resto, jogadores e treinador já falam dos atuais 35 pontos como uma enorme vitória na atual temporada.


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«Não me preocupa. Preocupa se algum dia não tiver 11 para começar o jogo. Não nos focamos muito nos problemas. É uma forma de estar. Óbvio que em determinado momento limita, nomeadamente no treino. Depois não interessa. Temos de dar o nosso melhor, com o que temos à disposição. Temos 35 pontos, a 10 jogos do fim. Um projeto completamente renovado. Há um antes e após início desta época. É muito difícil fazer o que temos feito. Agora, somos eternamente ambiciosos, queremos mais. Acreditamos muito no nosso valor e que podíamos ter feito mais aqui e ali», afirmou o técnico cónego, no final do jogo, na zona de entrevistas rápidas, aos microfones da Sport TV.

Ora, atualmente, um dos principais entraves do clube, no que toca à equipa principal, diz respeito à quantidade de jogadores disponíveis: tinham apenas 17 para o jogo com o Nacional. Mas como se chega a este ponto?

Uma onda de lesões

O principal motivo é daqueles que nenhuma equipa pode fugir, seja em que campeonato ou país for: as lesões.

No total, o Moreirense estava privado, para este jogo, de sete elementos do plantel principal, um número considerável, se tivermos em consideração o tamanho do mesmo. Às lesões já conhecidas de Michel e Yan Maranhão, além da mais grave de Vasco Sousa, juntaram-se ainda, no decorrer da semana, as de Dinis Pinto (ombro), Álvaro Martínez (muscular) - dois habituais titulares e de Cédric Teguia (muscular). Por fim, há ainda o caso do lateral Fabiano Souza, que regressou ao clube em janeiro, após estar emprestado ao Ceará, mas que procura a melhor forma física.

Sete baixas por lesão/questões físicas. É difícil gerir um plantel assim.

Mercado ajudou ou não?

É aqui que entra a questão da gestão da formação do plantel para esta época. O Moreirense já havia começado a época com um plantel relativamente «curto», mas ainda ficou mais depois do mercado de inverno, em janeiro.

Nesse mês, saíram BennyLawrence OforiMarceloGuilherme Schettine e Joel Jorquera. Cinco elementos que tinham minutos consideráveis na equipa. E entraram «apenas» Nile JohnLeandro Santos e Kevyn.

De resto, essas saídas acima referidas não só encurtaram o plantel e as opções do técnico, como em certos casos, o deixaram com pouca ou nenhuma margem de manobra. Neste jogo com o Nacional, por exemplo, frutos das saídas e lesões referidas, Luís Hemir - que marcou o golo da sua equipa - era o único ponta de lança disponível.

Então e os juniores?

Nestes casos de extrema necessidade, é muito habitual que as equipas recorram às suas equipas secundárias ou de formação. Por isso mesmo, seria de esperar que o Moreirense recorresse à sua equipa de juniores, nem que fosse para complementar o banco de suplentes e dar mais opções a Vasco Botelho da Costa, em caso de necessidade.

Mas porque não o fizeram? A resposta é relativamente simples: não «podiam.»

É que à mesma hora que a equipa principal defrontava o Nacional, a equipa de juniores tinha um importante duelo com o SC Braga (0-1) na Fase de Manutenção da 1ª Divisão. Ao zerozero, fonte do clube confirmou que isto acabou por influenciar a decisão de não levar nenhum à equipa principal.

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