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·30 de enero de 2026

Na 23ª rodada da Serie A, Milan e Napoli terão duras missões em caça à Inter

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Filme repetido? A 23ª rodada da Serie A se apresenta com um desenho parecido ao da anterior: margem aberta para a líder do campeonato ampliar vantagem a partir de compromissos de pesos bem díspares envolvendo os postulantes ao scudetto. A Inter, na dianteira, aproveitou para disparar na ponta no último fim de semana e agora enfrenta uma Cremonese mergulhada em crise de resultados – já são oito jogos sem vitória –, enquanto o Milan, cinco pontos atrás da rival, tem compromisso fora de casa contra um Bologna habitualmente indigesto e atento à possibilidade de se reaproximar da zona europeia, ainda que irregular em 2025-26.

Mais atrás, com nove pontos a menos que a Inter, o Napoli tenta manter contato com o pelotão da frente num duelo que historicamente lhe impõe dificuldades: recebe a Fiorentina. A Viola, embora não faça grande temporada, pode obter motivação exatamente a partir de sua urgência. Os gigliati estão pressionados por sua posição na tabela e buscam reação para deixaram novamente a zona de rebaixamento. O fim de semana ainda oferece outros confrontos interessantes, como aqueles entre Udinese e Roma e Parma e Juventus, envolvendo equipes que se encontram na disputa por vagas continentais e em tentativa de consolidação de posições no bloco intermediário. Confira, a seguir, a prévia da jornada.


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O jogão

Terça, 3/2, 16h45

Bologna x Milan

O duelo no Renato Dall’Ara coloca frente a frente o Bologna, oitavo colocado e a dez pontos da zona europeia, e o Milan, vice-líder e cinco atrás da Inter. Sem dúvidas, o confronto ocorre em um momento em que a tabela pressiona os dois times por razões distintas. Para os emilianos, a rodada representa a chance de estancar a queda recente e reabrir diálogo com o bloco continental; para os rossoneri, é uma etapa delicada na perseguição ao topo, sobretudo porque o calendário oferece à líder um compromisso teoricamente mais abordável.

O recorte recente pesa contra os mandantes. O Bologna venceu apenas uma das últimas 10 partidas da liga e, desde dezembro, é um dos times que mais perderam no campeonato – seis tropeços, como Lecce e Torino. Em casa, o cenário não é melhor: somou um pontinho nas cinco apresentações mais recentes e, graças a duas derrotas consecutivas, flerta com um cenário de três quedas em sequência, o que não acontece no Dall’Ara há quatro anos. Ainda assim, o retrospecto imediato contra o Milan no estádio serve como trunfo. Os rossoblù conquistaram uma vitória por 2 a 1 em fevereiro passado e isso abriu a possibilidade de enfileirar dois triunfos sobre o Diavolo, o que só ocorreu numa ocasião na era dos três pontos (a partir de 1994), e há mais de duas décadas.

Do outro lado, o Milan chega sustentado pela regularidade fora de casa. O time segue invicto como visitante após 11 jogos, marca inédita desde o retorno do campeonato ao formato com 20 clubes, em 2005. Esse dado reforça a solidez de uma campanha construída mais pela constância do que por picos de brilhantismo. O histórico do confronto também pende a favor dos rossoneri: apenas uma derrota nos últimos 20 encontros de liga, justamente no duelo mais recente em Bolonha. No turno, a vitória por 1 a 0 de setembro, com o único gol de Modric na Serie A até aqui, abriu caminho para a possibilidade de bater os emilianos em duas partidas de uma mesma edição do certame, o que não ocorre desde 2020-21.

Há, porém, um ponto de contato que aproxima as duas equipes: a instabilidade na gestão das vantagens. Milan e Bologna são os únicos times do campeonato que já somaram ao menos 10 pontos após saírem atrás no placar e, ao mesmo tempo, desperdiçaram 10 ou mais depois de abrir vantagem – dado que ajuda a explicar partidas abertas e oscilações dentro dos jogos. Nesse contexto, o momento individual de Rafael Leão ganha relevo: sete gols em 16 partidas, média de um a cada 153 minutos, a melhor de sua passagem pela Serie A. Esses números contrastam com suas atuações irregulares, mas podem ser decisivos em confrontos equilibrados, como este.

Prováveis escalações

Bologna: Ravaglia; Zortea, Vitík, Heggem, Lykogiannis; Moro, Ferguson; Rowe, Bernardeschi, Domínguez; Dallinga.

Milan: Maignan; Tomori, Gabbia, De Winter; Saelemaekers, Ricci, Modric, Rabiot, Bartesaghi; Pulisic, Rafael Leão.

Fique de olho

Sábado, 31/1, 14h

Napoli x Fiorentina

No estádio Diego Armando Maradona, teremos um duelo importantíssimo para as pretensões de Napoli e Fiorentina. De um lado, os azzurri dividem a terceira posição com a Roma e estão pressionados por Juventus e Como, além de ainda viverem sob o impacto da eliminação na Champions League e de um elenco castigado por lesões. A margem para erro diminuiu, sobretudo após o 3 a 0 sofrido diante da Juventus na rodada passada, resultado que interrompeu uma sequência de empates e recolocou o time em estado de alerta até mesmo na briga pelas vagas continentais – o scudetto já virou quase uma miragem, e pontuar no fim de semana sinalizaria reação. Já a Viola voltou para a zona de rebaixamento mesmo tendo uma melhora em seu futebol desde a chegada de Paolo Vanoli.

O recorte recente ajuda a explicar a tensão. O Napoli venceu apenas uma das últimas cinco partidas do campeonato e, embora não acumule derrotas seguidas na liga desde 2023, viu a consistência cair justamente quando o calendário apertou. O contraste com a tabela engana: nas últimas sete rodadas, os napolitanos somaram só um ponto a mais do que a Fiorentina, hoje antepenúltima, sinal de que o duelo está menos desequilibrado do que a classificação sugere.

Ainda assim, o histórico recente pesa a favor do time da casa. São três vitórias consecutivas contra a Fiorentina, algo que não acontecia desde o fim dos anos 1980, além de uma longa invencibilidade no Maradona: 21 jogos sem derrota pela Serie A, a segunda maior sequência interna do clube na era dos três pontos. Contra os gigliati, os azzurri também têm encontrado caminhos ofensivos com frequência, enfrentando uma defesa que passou ilesa apenas uma vez nos últimos 11 confrontos entre eles – nesses duelos, a Viola levou 24 gols, uma média de 2,2 por compromisso.

A Fiorentina, por sua vez, chega pressionada pela volta à zona de rebaixamento, mas com sinais de reação. A vitória fora de casa na 21ª rodada encerrou uma longa sequência sem triunfos como visitante (eram 10 jogos) e abriu a possibilidade de enfileirar triunfos distante de seus domínios, o que não ocorre desde 2024. Desde a chegada de Vanoli, o time toscano aumentou o volume ofensivo, figurando entre os que mais finalizam e cruzam na liga – números que ajudam a entender por que, apesar da posição incômoda, a equipe segue competitiva jogo a jogo. Um triunfo na Campânia seria importante para reforçar a ideia de recuperação real, sem lampejos.

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Em crise, o Napoli precisa reagir contra uma Fiorentina que também necessita de pontos (Getty)

Domingo, 1º/2, 11h

Como x Atalanta

O confronto no Giuseppe Sinigaglia reúne dois times separados por apenas cinco pontos e diretamente envolvidos na corrida europeia. O Como aparece em sexto, a três de Roma e Napoli, os terceiros colocados, e tenta se valer de sua solidez caseira para se afirmar como postulante à Champions League, enquanto a Atalanta ocupa a sétima posição e vê neste jogo a chance de encurtar distância e entrar de vez no bloco que disputa vagas continentais. O resultado não irá definir esta briga, mas pode reposicionar de forma clara quem pode acompanhar o ritmo necessário para alcançar uma vaga nos torneios interclubes do continente.

O desempenho em casa sustenta a campanha dos lariani. O Como é o time com mais partidas sem sofrer gols como mandante no campeonato, dado que ajuda a explicar sua regularidade mesmo contra adversários mais bem posicionados – são seis partidas e, nos maiores campeonatos europeus, só o Paris Saint-Germain, com sete o supera. Historicamente, também costuma se dar bem contra a Atalanta às margens do famoso lago que margeia o Sinigaglia, considerando que só perdeu dois dos 10 duelos contra a Dea válidos pela Serie A em seus domínios. Ainda que a derrota sofrida em seu território no encontro mais recente sirva de alerta.

A Atalanta chega em momento competitivo sólido. Desde a mudança de comando, com a chegada de Raffaele Palladino para o lugar de Ivan Juric, soma os mesmos 22 pontos do Como de Cesc Fàbregas no período. Os nerazzurri se destacam também pela organização defensiva, com o mesmo número de jogos sem sofrer gols que o adversário – seis. A consistência, mais do que o brilho ofensivo, tem sido a base da reação que a mantém próxima da zona europeia.

Vale destacar ainda algumas curiosidades coletivas e individuais. O Como não escalou jogadores italianos no onze inicial em todas as 22 rodadas anteriores, fato raríssimo na era dos três pontos – só a Udinese de 2016-17 o superou, mas o fez em 23 jornadas de um campeonato inteirinho. Entre esses estrangeiros, o argentino Paz já soma 28 participações diretas em gols antes dos 22 anos e está a duas de alcançar a marca dos 30, algo raro para meio-campistas, enquanto o croata Baturina lidera a Serie A no mesmo quesito em 2026, com seis ações decisivas, anotando três tentos. Na Atalanta, o nome a ser evidenciado é o de Krstovic, que tem cinco gols como visitante nesta Serie A – apenas Pulisic e Lautaro, com seis, fizeram mais. O montenegrino pode alcançar, pela segunda vez na carreira, uma sequência de três jogos estufando as redes na elite.

Demais jogos

Sexta, 30/1, 16h45 Lazio x Genoa

Sábado, 31/1, 11h Pisa x Sassuolo

Sábado, 31/1, 16h45 Cagliari x Verona

Domingo, 1º/2, 8h30 Torino x Lecce

Domingo, 1º/2, 14h Cremonese x Inter

Domingo, 1º/2, 16h45 Parma x Juventus

Segunda, 2/2, 16h45 Udinese x Roma

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