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·3 de junio de 2026

Nélson Semedo: «Mudança para lateral foi das melhores coisas que aconteceu ao Matheus Nunes»

Imagen del artículo:Nélson Semedo: «Mudança para lateral foi das melhores coisas que aconteceu ao Matheus Nunes»

A seleção nacional masculina continua a preparar a participação no Mundial 2026, no continente americano, e, esta quarta-feira, foi a vez do lateral direito Nélson Semedo, do Fenerbahçe, servir de porta-voz do grupo. O defesa falou da competitividade na posição, do seu lado pessoal e já olhou para o encontro de preparação com o Chile, no sábado.

Desgaste da posição de lateral direito: «Eu acho que sim. A posição onde jogo é uma posição que desgasta bastante, especialmente com as condições climatéricas que vamos ter no Mundial e naquela altura. Já estive em pré-época ali algumas vezes e sei o quão complicado é. Vimos todos de épocas de grande destaque. Temos o caso do Nuno Mendes, que é lateral, acabou a Liga das Nações, seguiu para o Mundial de Clubes e começou logo a nova época no PSG. Isto tudo levou a essa decisão»


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Como se encontra fisicamente: «Sinto-me bem, bastante bem. Tive algumas lesões durante o ano, mas preparei-me bem, especialmente nesta fase que terminei mais cedo e tive tempo de me preparar física e mentalmente. Estou de corpo e alma»

Luta na posição: «Acho que só traz coisas boas essa competitividade na posição. Ter essa qualidade e competitividade dentro do grupo vai-nos fazer ser melhores e transportar isso para o campo. Vamos dar o máximo, para estar ao melhor nível para representar a seleção»

Esquema preferencial como lateral: «Já jogámos em linha de três e quatro. Somos profissionais e estamos preparados para jogar em qualquer esquema que o mister pretender. Estamos bem nesse aspeto»

Ausência no estágio de março e preparação: «Nesta seleção temos uma lista vaga de jogadores com muita qualidade e sempre que se perde a carruagem é difícil entrar. Para Portugal uma lista cheia de craques. Para o mister, se calhar, não é tão bom, porque tem de escolher quem vai jogar e representar o país. Já estive lá em pré-época e acho que estamos todos preparados. O mister deu o tempo de descanso necessário.»

O que diria o Nélson de 18 anos à sua carreira: «Na altura, se calhar, diria que ser jogador profissional era o meu maior sonho e isso aconteceu. Tive a sorte de representar o clube que apoio, de jogar por grandes clubes. Representar a seleção é a cereja no topo do bolo. Representar Portugal num Mundial é um sonho tornado realidade. Lembro-me do último Mundial, no Catar, em dezembro, onde perdi a carruagem, por isso estou muito feliz de cá estar.»

Presença de Cabo Verde no Mundial: «Vai ser um Mundial perfeito, por estar Portugal, eu estar convocado e estar Cavo Verde. Toda a família está contente. Tive a oportunidade de vê-los contra a Sérvia, em Belém. À semelhança de Portugal, é um país pequeno, mas com muita qualidade. Acho que tiveram todo o mérito. Espero que desfrutem. Estarei deste lado a torcer por eles e, se tivermos de nos encontrar, espero que seja só na final.»

O que seria uma boa campanha no Mundial: «É relativo. Temos de encarar o Mundial jogo a jogo, sabendo que há uma luz ao fundo do túnel. Temos de traçar o nosso caminho devagar, só no primeiro jogo, para já. A partir daí ir vendo o que se pode fazer. Obviamente temos uma grande equipa. Somos Portugal, mas sabemos que isso só não chega. Temos de dar o máximo dentro de campo e só assim chegaremos onde queremos estar.»

Opinião do campeonato turco: «No futebol turco estou a aprender bastante. É uma liga diferente. Estive na liga portuguesa, espanhola e inglesa, que é a melhor do Mundo. A turca é uma boa liga, com boas equipas e boas condições. Obviamente que há o que melhorar, mas acredito que é uma boa liga.»

Adaptação de Matheus Nunes a lateral: «Já lhe disse que foi das melhores coisas que lhe aconteceu, especialmente numa equipa como o Manchester City. É engraçado porque eu quando cheguei ao Benfica, cheguei como médio, como número 8. Cheguei e encontrei malta como o Bernardo Silva e o Rúben Pinto, malta com muita qualidade. Tive a sorte de ter um treinador que me aconselhou a ficar no plantel, o míster Hélder Cristóvão, que foi o pioneiro de eu ser lateral. Foi a melhor coisa que me aconteceu, porque a partir daí comecei a construir a minha carreira de forma regular. Eu digo ao Matheus que há males que vêm por bem. Estar no City a jogar, ter sido um jogador importante numa época lá é muito bom.»

O que sabe da seleção do Chile: «Todos conhecemos a seleção do Chile. Sabemos que têm uma grande equipa. Como equipa sul-americana, sabemos como jogam e a intensidade que colocam em todos os jogos. Estamos prontos, vamos continuar a analisá-los.»

Opinião sobre Arturo Vidal: «Sobre o Arturo tenho muitas coisas boas a dizer. Convivi com ele algum tempo e é alguém me encanta. Como jogador, demonstrou o bom jogador que é, mas como pessoa acho que muita gente não tem a noção do bom que é. Espero que esteja bem.»

Melhor geração de sempre de Portugal? «Temos uma geração muito boa, espetacular. Um misto de jogadores jovens com muita experiência, com mais velhos com muita qualidade. Acho que temos um grande grupo e obviamente temos de ter a responsabilidade de saber que somos Portugal e temos condições de chegar onde queremos estar. Tivemos outras gerações ótimas, como a do Rui Costa e João Vieira Pinto, que foram gerações espetaculares. Temos uma equipa muito boa e é trabalhar, sabendo que somos Portugal, mantendo os pés assentes no chão, mas ir ao Mundial sabendo que queremos conquistar tudo»

Associado ao Benfica no passado: «Não é pertinente responder a isso. Estamos na seleção»

Surpreendido pela ausência de Chile no Mundial: «Surpreende-me. Chile sempre teve boas equipas e continua a tê-las. Para nós é um jogo complicado, contra uma equipa intensa e com muita vontade de ganhar. Obviamente que, jogando contra Portugal, sempre há uma motivação extra para ganhar. Esperamos uma bom jogo e que seja bonito.»

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