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·30 de julio de 2026

Nicole lamenta derrota no Dérbi, aponta falta de eficiência e destaca importância da Fiel para o Corinthians

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Após a derrota do Corinthians por 1 x 0 para o Palmeiras, na noite da última quarta-feira (29), pela quinta rodada do Campeonato Paulista Feminino, a goleira Nicole concedeu entrevista coletiva e avaliou o momento da equipe. A arqueira destacou a falta de eficiência ofensiva, comentou a queda de rendimento ao longo da partida, falou sobre a importância da torcida alvinegra e projetou a sequência da temporada.

Para Nicole, o principal problema do Corinthians nas últimas partidas tem sido a dificuldade para transformar as oportunidades criadas em gols. A goleira lembrou que a equipe voltou a sofrer um gol de bola parada, mas ressaltou que a atuação não foi ruim.


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“Eu acho que falta a gente fazer gol. Futebol vive de gols, né? Hoje a gente até comentou entre a gente que, contra a Ferroviária, tomamos gol de bola parada. Hoje tomamos gol de bola parada e, no detalhe. Acho que, em relação ao jogo, fizemos um bom jogo, faltou empurrar a bola para dentro. Talvez, se tivéssemos aproveitado as oportunidades que tivemos, a história seria diferente, porque acho que a performance não foi ruim. Mas acho que falta isso, falta a gente reencontrar o caminho do gol, aproveitar essas oportunidades e matar o jogo, porque, no detalhe, a gente foi eliminada na Copa do Brasil e hoje, por mais um detalhe, acabou perdendo a partida.”

Ao ser questionada sobre a diferença entre os dois tempos, Nicole afirmou que o Corinthians acabou se desorganizando após sofrer o gol, o que influenciou na criação das jogadas ofensivas.

“Eu não tenho tanta propriedade para falar, sou goleira, não estou lá na última linha. Mas acho que, no segundo tempo, a partir do momento que a gente começa a perder o jogo, entra um pouco no desespero e começa a tomar decisões ruins. Acho que, nessa ânsia de querer empatar o jogo e buscar o resultado, a gente acaba tomando decisões precipitadas. Talvez por isso tenha tido menos volume de finalizações. Quando você está perdendo, acaba se desorganizando um pouco, acho que isso acontece no futebol de uma maneira geral. Então, talvez o volume menor tenha sido por conta dessa ansiedade, desse desespero. Tivemos muitas decisões precipitadas no último terço do campo.”

A goleira também comentou a sequência de clássicos disputados fora de casa e afirmou que o apoio da torcida corinthiana faz diferença para a equipe, embora não sirva como justificativa para os resultados.

“Faz muita diferença. A gente sabe o quão importante é a torcida do Corinthians nos apoiando nas partidas. Acho que hoje tinha pouco público, fica uma partida diferente quando tem poucas pessoas e quando está fora do nosso ambiente. Quando o torcedor está lá, a gente se sente muito mais confortável. Não é desculpa, mas faz toda a diferença ter o torcedor. Essas últimas quatro partidas foram fora de casa e acho que isso faz diferença, sim. Só que não é uma desculpa para a gente não ganhar os jogos ou não vencer do jeito que deveria vencer. A Fiel sempre fez diferença. Nas fases finais de todas as competições, jogar na Neo Química Arena lotada ou na Fazendinha cheia muda o ambiente. A gente brinca que é um décimo segundo jogador, porque eles empurram a equipe, a gente entra na energia deles, sente essa vibração e, enfim, faz diferença.”

Questionada sobre o retrospecto recente na Arena Barueri, Nicole descartou qualquer tipo de “fantasma” relacionado ao estádio e reforçou que o fator determinante é a qualidade dos adversários.

“Acho que o lugar pouco diz sobre vencer ou não vencer. Não tem por que criar um bicho-papão por ser aqui. Acho que não existe isso, não existe uma mística em volta disso. Jogar clássicos fora de casa é sempre difícil, assim como foi difícil quando a gente enfrentou a Ferroviária ou quando jogamos no Allianz Parque. A gente conversa sobre isso, sobre o fato de já fazer algumas partidas que não ganhamos aqui, mas não existe um motivo específico. São jogos difíceis, clássicos, e isso pode acontecer. Acho que a gente tem que retomar o caminho da vitória, só isso.”

Com o resultado, o Corinthians deixou de assumir temporariamente a liderança do Campeonato Paulista. Nicole reconheceu a importância da colocação na tabela, principalmente pela possibilidade de avançar diretamente às semifinais, mas reforçou a confiança no trabalho desenvolvido pela equipe.

“A gente sabia da importância desse jogo. Com um calendário tão apertado como o que a gente vive, jogar menos partidas até a semifinal é muito importante. A gente está batalhando para buscar essa posição justamente pelo desgaste e por tudo que envolve a sequência da temporada. Mas é seguir trabalhando. Como eu falei, perdemos as duas últimas partidas nos detalhes. Foram detalhes pequenos. Tomamos um bloqueio na bola parada e sofremos o gol. Acho que são coisas que podem ser ajustadas facilmente. Temos que tirar isso como lição. Foram dois bloqueios, tanto contra a Ferroviária quanto agora. É aprender com os erros e continuar trabalhando. O trabalho não muda. A gente sempre trabalha para vencer e não existe uma fórmula mágica a partir de agora.”

Nicole revelou que a comissão técnica já iniciou a preparação para enfrentar uma equipe que também costuma explorar bastante as jogadas de bola parada.

“É até engraçado falar disso, porque a Emily mais treina com a gente é a bola parada. A gente até brinca com ela, que ela é a doida da bola parada. Então, como eu falei, é seguir o trabalho. Talvez buscar o que pode ser feito de diferente nesses detalhes em que tomamos os gols, porque todo esquema de bola parada tem seus pontos fortes e suas fragilidades. É saber lidar da melhor maneira com esses pontos fracos. A gente trabalha muito isso diariamente, busca aperfeiçoar cada detalhe, então o trabalho segue o mesmo pensando no Flamengo.”

Na próxima segunda-feira (3), as Brabas voltam a campo para enfrentar o Flamengo, às 18h30 (de Brasília), no Estádio Luso Brasileiro, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino.

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