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·15 de abril de 2026

“Nunca tivemos clubes tão frágeis”: especialista em fair play financeiro faz alerta ao futebol brasileiro

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Flamengo se posicionou a favor do fair play financeiro desde o início


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) planeja aplicar o fair play financeiro no Brasil. Contudo, o economista Caio Resende, presidente da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), aponta um cenário desfavorável com a maioria dos clubes afundados em dívidas.

“É muito preocupante. O futebol brasileiro teve um ‘boom’ de receitas nos últimos 2 anos. As receitas dos clubes cresceram 35%. Poucos setores da economia crescem como clube de futebol no Brasil”, destacou Resende ao portal Globo, e acrescentou:


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“O que esperaria? Clubes mais robustos financeiramente. O que aconteceu? Os gastos aumentaram 40%. Mas mais do que isso: o investimento em contratação aumentou 140%. A dívida dos clubes com contratações mais do que dobrou em 2 anos”, afirmou.

Qual é o argumento de Caio no contexto?

O presidente da ANRESF analisou que o débito das equipes, que era de R$ 7,8 bilhões em 2022, saltou para quase R$ 14 bilhões em dois anos. Então, Resende acrescentou que o faturamento cresceu 35%, e o endividamento subiu quase 80%.

“Mesmo com todo esse fluxo de receitas no futebol, a gente nunca teve clubes de futebol tão frágeis financeiramente. E isso com dados até 2024, a tendência é que a situação esteja ainda pior em 2025”, apontou o economista.

O que é o fair play financeiro?

Os dados que Resende apresentou esclarecem por que boa parte dos times brasileiros é contra a aplicação do mecanismo de controle. Isso porque o termo define um conjunto de regras que impede os clubes de gastarem mais do que arrecadam.

E o Flamengo tem com o que se preocupar?

As equipes que infringirem o fair play financeiro podem, por exemplo, perder pontos na Liga Nacional e até sofrer o rebaixamento. Contudo, a realidade do Mais Querido foge à regra do futebol brasileiro.

Em 2025, por exemplo, o Fla declarou receita bruta de R$ 2,089 bilhões e uma dívida de R$ 174 milhões. Portanto, o Rubro-Negro é a favor do fair play financeiro desde o início. Assim, enquanto os demais times tentam o equilíbrio, Flamengo e Palmeiras levam vantagem por terem menos com o que se preocupar.

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