Portal dos Dragões
·17 de junio de 2026
“O FC Porto sempre me deu margem para crescer”

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Raquel Cunha renovou com o FC Porto e falou desse passo como uma etapa rara numa idade em que quase tudo ainda está a começar. A jovem guarda-redes passou pela felicidade da continuidade, pelo valor simbólico da estreia na equipa principal e pela ambição de se afirmar num clube que, nas suas palavras, lhe abriu espaço para crescer. No meio dessa combinação de gratidão e fome de futuro, garantiu: “Estou 100% ligada ao Clube”.
No momento de consolidar caminho no futebol feminino portista, Raquel Cunha surgiu com uma ideia-chave a atravessar todas as declarações: a de que a renovação não é apenas um contrato, mas também uma confirmação de confiança. Aos 15 anos, a guarda-redes falou de progresso, pertença e responsabilidade, sempre com o FC Porto no centro do discurso.
Questionada sobre o significado da renovação, a guardiã portista deixou claro que vê este passo como mais do que uma formalidade administrativa. Há, nas suas palavras, a noção de oportunidade e o peso emocional de se sentir reconhecida.
“Sinto-me muito bem. É uma oportunidade única e estou muito feliz.”, afirmou. “Não podia pedir melhor. É muito importante para mim. O Clube sempre me deu margem para crescer e confiou em mim. Isso significa muito.”
O tom é direto e revelador: Raquel Cunha lê a renovação como prova de confiança e como continuação de um vínculo que, para já, se alimenta tanto de desempenho como de crescimento. Daí resulta uma mensagem simples e forte: o FC Porto não surge apenas como palco, mas como espaço de formação e afirmação.
Quando o tema passou para a estreia na equipa principal, a memória ganhou outra densidade. A jovem guarda-redes recuou ao momento em que o nervosismo se cruzou com a sensação de estar preparada.
“Foi um momento que vou guardar para a vida toda.”, recordou. “Estava muito nervosa, mas as minhas colegas depositaram muita confiança em mim e senti-me realmente bem e pronta para jogar, acontecesse o que acontecesse.”
Há aqui um retrato claro do impacto da primeira vez: a importância do instante pessoal, mas também o papel do grupo em amparar quem entra. A estreia aparece, assim, menos como sobressalto e mais como passagem acompanhada.
Essa ideia de integração prolongou-se quando descreveu o ambiente vivido no grupo. O discurso deixou perceber que o crescimento, para si, também se mede na forma como foi recebida.
“Foi uma receção fenomenal. Nunca me colocaram pressão, sempre estiveram lá para mim e ajudaram-me em tudo, inclusive levaram-me aos treinos.”, descreveu. “Foi muito bom estar num grupo tão unido e ser feliz a jogar futebol.”
O retrato que fica é o de uma estrutura emocional sólida à volta de uma atleta muito jovem. E isso ajuda a perceber porque razão a evolução de Raquel Cunha surge associada, repetidamente, à confiança que encontrou no clube e no balneário.
Falando depois da época vivida em várias frentes, a guarda-redes valorizou os títulos conquistados pelas equipas A, B e sub-19 como reconhecimento coletivo. O foco não esteve no brilho individual, mas no sinal de crescimento do futebol feminino do FC Porto.
“São prémios incríveis.”, sublinhou. “Cada vez mais o futebol feminino do FC Porto está a evoluir e isto é muito importante para mim, tal como para todos os grupos de que fiz parte. É um reconhecimento enorme por todo o trabalho que fizemos esta época.”
Nesta leitura, os troféus funcionam como consequência de um processo e não apenas como fotografia final. Raquel Cunha coloca-se dentro dessa evolução, mas sem a separar do trabalho das várias equipas em que participou.
Também a presença regular nas seleções jovens foi lida à luz desse crescimento. A guarda-redes associou esse reconhecimento ao impacto que o FC Porto teve na sua visibilidade e na exigência do seu percurso.
“O FC Porto deu-me muita mais visibilidade e permitiu-me ter um reconhecimento muito maior do que o que tinha anteriormente.”, explicou. “Consegui trabalhar ao máximo para chegar à seleção nacional.”
As palavras sugerem uma relação direta entre contexto competitivo e projeção. Mais do que uma montra, o clube surge como motor de desenvolvimento para alcançar patamares de maior exposição e exigência.
O olhar seguinte virou-se para a próxima época e para aquilo que quer manter. Sem promessas grandiosas, Raquel Cunha preferiu fixar-se na consistência e no desejo de continuar a subir.
“Na próxima época, quero continuar a trabalhar muito e conseguir manter o desempenho que tive nesta época. Estou muito contente por poder jogar na Primeira Divisão.”
A ambição aparece aqui em estado puro, mas dita com serenidade. Não há desvio ao essencial: trabalhar, sustentar o nível mostrado e encarar a Primeira Divisão como o passo natural de uma trajetória em aceleração.
No fecho, a mensagem foi dirigida aos adeptos, com um compromisso claro de entrega e responsabilidade. A ligação ao clube apareceu outra vez como eixo central das suas palavras.
“Estou 100% ligada ao Clube, muito feliz e pronta para corresponder a tudo o que os adeptos esperarem de mim.”







































