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·30 de julio de 2026

Oito vitórias que construíram a história do FC Porto na Supertaça

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O FC Porto mantém uma relação de sucesso com a Supertaça há 45 anos, desde que Jacques assinou um hat-trick frente ao Benfica, no Estádio das Antas, contribuindo para o triunfo por 4-1. Desde esse distante 1981, os Dragões marcaram presença em 35 edições da competição que homenageia Cândido de Oliveira, venceram 24 e estabeleceram uma supremacia sem equivalente no futebol europeu: têm, por si só, mais triunfos do que todos os restantes clubes juntos.

À entrada para mais uma final, desta vez diante do SCU Torreense (sábado, 20h15), vale a pena revisitar as oito primeiras conquistas portistas. Foram alcançadas entre 1981 e 1994, nas Antas (duas vezes), na Luz (três), em Coimbra (duas) e em Paris, contra o Benfica (sete ocasiões) e o Estrela da Amadora.


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1981: À lei de Jacques

Na primeira Supertaça conquistada pelo FC Porto, Jacques assumiu o papel principal. Depois de terem perdido por 2-0 no terreno do campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal, os Dragões deram a volta nas Antas e derrotaram o Benfica graças a três golos do “rato de área” e a outro de Costa. Jorge Gomes ainda reduziu para os lisboetas, mas o troféu da primeira edição oficial acabou por ficar no Porto (4-1).

1983: O primeiro da era Pinto da Costa

O primeiro dos 69 títulos conquistados por Jorge Nuno Pinto da Costa foi precisamente uma Supertaça, celebrada na Luz. Sem golos na partida de ida e sem José Maria Pedroto no banco, por doença e substituído por António Morais, o FC Porto venceu a segunda mão por 2-1 e iniciou o caminho para a presidência mais laureada da história do futebol.

1984: À quarta foi de vez

A edição de 1984, inicialmente prevista para abrir a época, acabou perdida no calendário e apenas conheceu vencedor após dois meses e quatro encontros. Realizada na Primavera do ano seguinte, exigiu uma finalíssima, depois de o Benfica triunfar na Luz e de o FC Porto responder nas Antas, com um 1-0 em cada estádio. Na decisão, porém, os azuis e brancos foram superiores nos dois lados da fronteira. No Porto, Vermelhinho e Gomes, autor de dois golos, construíram o 3-0; na segunda mão, novamente na capital, Futre marcou o único golo.

1986: Um trio letal

O primeiro duelo, disputado nas Antas, começou da pior forma: Rui Pedro adiantou o Benfica logo aos dois minutos, e o FC Porto apenas conseguiu evitar a derrota com um golo de Gomes ainda antes do intervalo. Uma semana depois, na Luz, surgiu a resposta contundente. Futre marcou por duas vezes, enquanto Madjer e Gomes completaram a goleada. Perante um trio ofensivo daquela qualidade, era difícil imaginar resistência. O FC Porto venceu por 4-2 e voltou a conquistar a Supertaça.

1990: Rei Artur apagou o Estrela

Sete dias depois de ter sido derrotado na Amadora pelo Estrela, por 2-1, o FC Porto recuperou nas Antas e garantiu a quinta Supertaça da sua história. Stéphane Paille colocou os franceses em vantagem logo aos oito minutos, mas a tranquilidade só chegou na recta final. Semedo empatou depois dos 80 minutos e Jorge Couto, lançado pouco antes para o lugar de Madjer, confirmou a reviravolta. Foi mais um troféu para o extraordinário currículo de Artur Jorge.

1991: Quem espera sempre alcança

A Supertaça de 1991 foi uma longa e sofrida caminhada, iniciada em Dezembro desse ano e concluída apenas em Setembro do seguinte. O FC Porto perdeu primeiro na Luz, por 2-1, mas Timofte corrigiu o resultado nas Antas, com um 1-0, numa altura em que os golos fora ainda não funcionavam como critério de desempate. A finalíssima teve lugar oito meses mais tarde, em Coimbra. Isaías deu vantagem ao Benfica, antes de João Pinto restabelecer a igualdade a seis minutos do fim. No prolongamento não houve alterações e, nos penáltis, os encarnados chegaram a liderar por 3-0. Vítor Baía defendeu os dois últimos remates e Paulinho César converteu o pontapé decisivo, entregando a vitória aos Dragões.

1993: A mesma dose, dois anos depois

FC Porto e Benfica voltaram a encontrar-se na decisão, num confronto marcado por uma curiosa repetição: na Luz, Rui Águas marcou para os da casa aos 84 minutos; nas Antas, Vinha enviou a eliminatória para a finalíssima precisamente aos 84… Mais de um ano depois, em Coimbra, já com Bobby Robson a substituir Tomislav Ivić, Domingos colocou os portistas na frente, mas Tavares empatou já sobre os 90 minutos. Secretário voltou a dar vantagem ao FC Porto no prolongamento, mas César Brito levou a decisão para os penáltis, com os Dragões reduzidos a nove jogadores. Preud’homme e Vítor Baía defenderam uma grande penalidade cada, mas os portistas foram mais eficazes e venceram por 4-3.

1994: Allez les bleus

A Supertaça de 1994 atravessou fronteiras: começou em Lisboa, passou pelo Porto e terminou em Paris, no Parque dos Príncipes. Foi aí que se disputou a finalíssima, depois dos empates na Luz (1-1), onde Rui Filipe colocou o FC Porto em vantagem, e nas Antas (0-0), numa partida em que Yuran esteve longe do seu melhor. Dez meses após o primeiro jogo, e com Artur Jorge no comando do Benfica, Domingos resolveu o encontro pouco depois do intervalo, marcando o único golo e selando a conquista numa noite de homenagem ao saudoso Rui Filipe.

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