Portal dos Dragões
·30 de marzo de 2026
Otávio Machado recusa culpar o FC Porto: “Tem de ser averiguado, mas não acredito em práticas deliberadas”

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·30 de marzo de 2026

O comentador da CMTV Otávio Machado foi claro nas suas declarações sobre o incidente no balneário do Dragão Arena, antes do clássico de andebol entre o FC Porto e o Sporting: não acredita que o clube azul e branco esteja a recuperar práticas do passado, mas defende que a situação deve ser investigada com rigor.
«Não, não. Acho que isto tem de ser averiguado, tem de suceder», afirmou o antigo treinador, recusando apontar o dedo à estrutura superior dos dragões antes de se apurar o que realmente aconteceu. Uma posição que vai ao encontro da leitura do próprio FC Porto, que desmentiu «de forma absoluta, clara e inequívoca» qualquer irregularidade no balneário visitante, classificando as insinuações como «graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento».
Para reforçar o seu argumento, Otávio Machado recorreu a um episódio que viveu em primeira mão no Sporting, onde, na véspera de um jogo da Liga dos Campeões, um funcionário trocou os produtos de tratamento do relvado — usando herbicida em vez de inseticida — e queimou toda a relva. «O relvado estava todo queimado. Mandou-se cortar a relva de um dos campos e espalhou-se por cima para esconder aquilo», recordou. Apesar do caos, o Sporting ganhou 3-0 ao Mónaco. E a direção leonina nada tinha a ver com o sucedido — foi um erro humano de um funcionário.
A moral da história é clara: nem sempre o que acontece nos bastidores de um clube reflete uma decisão institucional. «Um qualquer comportamento de alguém fora da estrutura pode até imaginar tudo isto», sublinhou Machado.
O comentador lamentou ainda o ambiente que rodeia o futebol português nesta fase da época, considerando que a linguagem, os atos e os comunicados estão a ultrapassar todos os limites razoáveis — e isto precisamente quando o país tem três clubes nos quartos de final das competições europeias, uma conquista histórica que merecia outro tipo de protagonismo.
O FC Porto, como habitual, age com transparência: abriu as instalações à PSP e disponibilizou o acesso a jornalistas acreditados para verificação direta e independente das condições do balneário. Quem não tem nada a esconder, não esconde nada.









































