Jogada10
·2 de agosto de 2026
Pedro Emanuel justifica sumiço de Hinestroza: “Quero mais dele”

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O empate por 0 a 0 entre Vasco e Fluminense no Maracanã, pelo confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, manteve o panorama da eliminatória em aberto e evidenciou as escolhas estratégicas do técnico Pedro Emanuel. Entre as decisões da comissão técnica que despertaram debates na torcida esteve a permanência de Marino Hinestroza no banco de reservas. O atacante colombiano não entrou durante os 90 minutos, dando sequência a um período de menor minutagem na equipe principal, mesmo após o comandante admitir que pensou em utilizá-lo recentemente para oxigenar o setor ofensivo.
O jovem ponta-esquerda chegou ao futebol brasileiro cercado de grandes expectativas após se destacar no cenário sul-americano. Contratado pelo clube carioca após uma temporada consistente pelo Atlético Nacional, da Colômbia, o atleta enfrenta o desafio de se consolidar na rotação ideal no Brasil. Durante o ano de 2025, defendendo as cores do clube de Medellín, o jogador demonstrou sua principal virtude ao somar atuações de destaque na liga local e na Copa Libertadores, registrando participações diretas em gols por meio de sua velocidade e capacidade de drible em transição.
Na entrevista coletiva, Pedro Emanuel respondeu de forma direta sobre o momento vivido pelo camisa 11. O treinador lusitano fez questão de afastar qualquer rótulo negativo sobre o empenho do atleta, dividindo a responsabilidade da oscilação técnica com o restante do coletivo e pontuando que o contexto das partidas recentes nem sempre favoreceu las características do atacante:
“Marino é um jogador jovem, que na temporada passada foi fantástico, vem com grandes expectativas, mas em muitos momentos a culpa não é só dele. A equipe também não o tem ajudado, a forma como as coisas têm se desenrolado também não têm ajudado, têm tido menos oportunidades, têm tido um pouco mais dificuldade neste sentido. Temos tentado apoiá-lo e não acredito que ele seja um desistente. Parece ser um jogador extremamente combativo, agressivo. Agora, não deixa de ser um jovem ainda que vem para uma realidade diferente, uma cultura diferente e naturalmente que quer mostrar cada toque na bola. E nem sempre o futebol é assim, nem sempre a equipe o pode ajudar. Mas eu quero muito mais dele.”

Marino Hinestroza não rendeu tudo que pode mas ainda conta com o aval do técnico Pedro Emanuel – Foto: Matheus Lima/Vasco
Pedro Emanuel revelou em suas falas anteriores que a gestão dos atletas de frente passa por critérios rígidos de confiança e frescor físico. Contra o Fluminense, o comandante admitiu que cogitou realizar trocas de lado para o outro na segunda etapa, citando que Marino Hinestroza necessita de um ambiente controlado para readquirir a sua melhor versão técnica e mental nos gramados, evitando expor o profissional a uma pressão desmedida no mercado:
“Vou ser sincero, talvez o Marino poderia em algum momento entrar de um lado para o outro, mas acho que era arriscado para ele. O Marino está a procurar recuperar a confiança dele e se calhar não era [o momento adequado]. (…) Há um rodízio que temos vindo a fazer e há combinações que só com o tempo se consegue aprofundar, apesar de já estarem aqui há algum tempo, está-se a pedir dinâmicas diferentes para esses jogadores que vão rodando no nosso meio-campo, no nosso ataque e mesmo na nossa lateral.”
Por fim, a comissão técnica cruz-maltina terá mais três sessões de treinamentos preparatórios no CT Moacyr Barbosa. Desse modo, irá definir a lista de relacionados e o plano tático para o jogo da volta. A saber, sem a vantagem do gol qualificado, o Vasco precisa de uma vitória simples na próxima quarta-feira (5), às 21h30, no Maracanã, para garantir a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil.
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