Polícia intima Augusto Melo, Marcelo Mariano e Sérgio Moura, e inquérito da VaideBet se aproxima do fim | OneFootball

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·3 de abril de 2025

Polícia intima Augusto Melo, Marcelo Mariano e Sérgio Moura, e inquérito da VaideBet se aproxima do fim

Imagen del artículo:Polícia intima Augusto Melo, Marcelo Mariano e Sérgio Moura, e inquérito da VaideBet se aproxima do fim

Augusto Melo, presidente do Corinthians, foi intimado pela Polícia Civil de São Paulo a prestar depoimento no inquérito que investiga o acordo e as consequências do contrato entre Corinthians e VaideBet, firmado no início de 2024.

Marcelo Mariano, ex-diretor administrativo do clube, mas ainda ativo na rotina da diretoria, e Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing do clube e um dos líderes estratégicos da campanha eleitoral de Augusto, também foram notificados pela Polícia nesta quarta-feira.


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O trio foi qualificado como “investigado”, e não como testemunha. As oitivas foram agendadas para os dias 14, 15 e 16 de abril, ou seja, daqui a duas semanas. Marcelo Mariano será o primeiro a ter de se explicar. No dia seguinte, Sérgio Moura é quem responderá aos questionamentos das autoridades. Por fim, na terceira data, a Polícia espera ouvir Augusto Melo.

O caso está sendo conduzido pelo Delegado Tiago Fernando Correia, do DPPC (responsável por casos de lavagem de dinheiro), com o apoio do Promotor de Justiça do Gaeco (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Juliano Carvalho Atoji.

Cerca de 20 depoimentos já foram colhidos nesta investigação, que começou em maio de 2024. As notificações de Augusto Melo, Marcelo Mariano e Sérgio Moura, como investigados, sinalizam que o inquérito está perto do fim. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, é comum os principais suspeitos serem os últimos a depor em casos semelhantes a este.

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Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing do Corinthians. (Foto: Jozzu/Agência Corinthians)

O risco de todos os investigados, neste momento, é a Polícia Civil concluir que há indícios, de autoria ou materialidade, de crime. Nesta hipótese, a Polícia encaminha o indiciamento dos indivíduos ao Ministério Público, responsável por fazer a avaliação das provas colhidas. Por último, um promotor de Justiça pode oferecer a denúncia ou optar pelo arquivamento do inquérito policial.

O acordo entre Corinthians e VaideBet ganhou a atenção das autoridades públicas após a descoberta de repasses de receitas oriundas de pagamentos do clube para a Rede Social Media Design LTDA, empresa citada no contrato como intermediadora do negócio. Na sequência, parte destes valores foram transferidos para uma empresa ‘laranja’ e chegaram a uma conta vinculada ao crime organizado.

Esta participação deu à empresa o direito a receber 7% do valor total do acordo entre o clube e a VaideBet, o que, à época da vigência da parceria, renderia, ao fim do período de três anos, R$ 25,2 milhões, quantia que deveria ser repassada pelo clube, em parcelas mensais de R$ 700 mil.

Em dezembro de 2024, José André da Rocha Neto, proprietário da VaideBet, em depoimento à Polícia, tornou o caso ainda mais suspeito ao não reconhecer Alex Fernando André, conhecido como Alex Cassundé, dono da Rede Social Media Design LTDA, como a responsável pela intermediação do negócio.

Rocha Neto ainda apontou Antonio Pereira dos Santos, conhecido como Toninho Duettos, como o intermediário de fato. Ouvido pela Gazeta Esportiva e pela Polícia, Toninho, que é sócio do cantor Gusttavo Lima, argumentou que chegou em Augusto Melo por meio de Washington Araújo, que trabalhou na campanha do presidente corintiano junto com Cassundé, Marcelo Mariano e Sérgio Moura e atualmente tem um cargo no clube. Washington Araújo teve o depoimento registrado nesta quarta-feira.

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Marcelo Mariano, à esquerda, ao lado do presidente Augusto Melo. (Foto: Reprodução/Instagram)

IMPEACHMENT

No Corinthians, o caso VaideBet se tornou um processo que discute a possibilidade de destituição de Augusto Melo do cargo de presidente. No último 20 de janeiro, o Conselho Deliberativo do clube decidiu, por maioria simples, que a votação para o afastamento imediato de Augusto Melo tem de acontecer. Em seguida, no mesmo dia, a reunião foi suspensa após muito tumulto e deve ser finalizada tão logo o CD entenda que há segurança para que os conselheiros possam comparecer para participar e votar.

Caso o Conselho decida pelo impeachment de Augusto Melo, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido de forma temporária por Osmar Stabile, primeiro vice-presidente do clube.

Paralelamente, neste eventual contexto, Romeu Tuma Jr., presidente do CD, terá de definir uma data para a Assembleia Geral, que é a última instância do processo de destituição, com a participação dos associados do clube.

Nesse cenário, Augusto permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído.

Se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo ou na Assembleia Geral, o caso será encerrado e Augusto Melo continuará normalmente no cargo de presidente.

No entanto, vale lembrar que há um outro processo de destituição correndo simultaneamente, este a pedido do Conselho de Orientação e motivado por dados técnicos e números apresentados no último relatório do órgão sobre as demonstrações financeiras do primeiro semestre da gestão, e que também pode vir a ser votado no Conselho Deliberativo. Esse processo pode se agravar se as contas de 2024 da gestão não foram aprovadas A apresentação das demonstrações financeiras está atrasada e deve ser votada ainda em abril.

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