Zerozero
·6 de mayo de 2026
Por falar em «experiência»: que percentagem da fé do SC Braga cai sobre Moutinho?

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·6 de mayo de 2026

Experiência. É um chavão bastante comum no futebol, mesmo que nem sempre com um produto prático ou fácil de medir objetivamente, já que essa experiência, mesmo existindo, nem sempre tem uma tradução real no terreno de jogo.
Ainda assim, se há circunstância na qual esse conceito se torna mais palpável é nas competições europeias, onde as equipas mais habituadas à pressão das rondas adiantadas têm uma certa tendência para encontrar a frieza necessária.
Por mais que o SC Braga não seja propriamente uma presença habitual em meias-finais de provas UEFA, não há dúvida de que, desta vez, são os minhotos que jogam com esse fator a seu favor. O próprio Julian Schuster, treinador do SC Freiburg, frisou-o na sua antevisão - leia aqui. É evidente.
Mas a tal experiência prende-se mais com a história de um clube que conhece a sensação de ultrapassar esta ronda para chegar a uma final da Liga Europa, tendo vivido essa realidade em 2010/11, do que propriamente com as suas peças. Carlos Vicens vive ainda a sua (longa) temporada de estreia como técnico principal, e a maior parte do plantel tem um histórico europeu bastante semelhante, ou até menor, que o dos jogadores do clube alemão.
A exceção é, pois claro, João Moutinho. É dele que os treinadores adversários falam nestas conferências de imprensa europeias. É nele que pensam quando imaginam o quarto grande de Portugal a erguer um troféu internacional. É ele que, aos 39 anos, já leva pelo menos dez a ser confrontado com o chavão em que aqui insistimos.
Não surpreende então que tenha sido o escolhido para acompanhar o treinador perante os jornalistas, esta quinta-feira - pode ler aqui as declarações completas. O internacional português personifica a calma que se pede à equipa numa noite potencialmente histórica.
«Todos queremos estar nas grandes decisões, em finais, em poder conquistar títulos. Claro, para mim, poder estar presente em mais uma é importante, como é para os meus companheiros, como é para o clube e adeptos. Sabendo que amanhã temos um grande desafio pela frente, vamos dar o nosso melhor para poder concretizar», começou por dizer, sereno, no Europa-Park Stadion.
Repare-se também na forma como diz «mais uma final». Não de uma forma redutora, pois não é um jogador sem fome de troféus que se mantém ativo até tão tarde. Disse essas palavras porque correspondem à verdade de quem não se fica por meias (meias palavras, meias medidas, meias-finais...).
João Moutinho parte em busca da sua sexta final internacional, caso contemos com a Supertaça Europeia (perdida pelo FC Porto frente ao Barcelona, por 2-0) como uma.
Perdeu também a primeira em que participou (3-1 frente ao CSKA, pelo Sporting, em 2005), mas de resto foi feliz. Vingou-se da velhinha Taça UEFA na então nova Liga Europa pelos dragões, precisamente frente ao SC Braga (1-0, em 2011); e depois festejou vitórias em duas finais por Portugal: no Euro 2016 (1-0 ap perante a França) e na primeira edição da Liga das Nações (1-0 aos Países Baixos).
Não estamos armados com nenhuma ciência objetiva que nos permita avaliar a importância de Moutinho para o SC Braga no jogo desta quinta-feira, mas uma coisa é certa: os colegas vão apoiar-se nele.







































