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·30 de junio de 2026

Premier League define a classificação brasileira na Copa do Mundo

Imagen del artículo:Premier League define a classificação brasileira na Copa do Mundo

Centro de Gabriel Magalhães para uma cabeçada fulminante de Casemiro. Desarme de Rayan, bola nos pés de Bruno Guimarães e passe com afeto para a conclusão de Gabriel Martinelli. O que as duas jogadas têm em comum além dos gols do Brasil na virada sobre o Japão por 2 a 1, na segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston, pela segunda fase desta edição da Copa do Mundo? A resposta é óbvia para os mais atentos. O triunfo que colocou a Seleção Brasileira nas oitavas de final do Mundial contou com as digitais da Premier League, a liga profissional da Inglaterra e o campeonato nacional mais badalado do mundo.

A bola que viaja, chega em uma troca rápida de passes e morre dentro da roseira japonesa, tem a marca do campeão Arsenal (Magalhães e Martinelli), Bournemouth (Rayan), Newcastle (Guimarães) e Manchester United (Casemiro). O último, no entanto, após construir uma bela trajetória na Terra da Rainha, está de saída dos Diabos Vermelhos, a caminho da Inter de Miami (EUA), dos sul-americanos Messi e Suárez.


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“Estamos crescendo durante a competição. Acho que a formação encaixou. Quando se trata do Brasil, a gente sempre pensa em ser campeão, mas com humildade, entrega e determinação”, prega Casemiro, com 34 anos, 4 meses, 6 dias, o segundo jogador mais velho a marcar pela Seleção Brasileira, atrás somente de Bebeto (34 anos, 4 meses e 18 dias).

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Virada do Brasil sobre o Japão tem acento britânico – Fotos: Rafael Ribeiro/Nelson Terme/CBF

Entrosamento e futebol de alto nível na Copa

Entre rivais e companheiros, do caçula Rayan ao veterano Casemiro, o quinteto é formado por jogadores que se conhecem perfeitamente em campo. A simbiose pode explicar a reação no segundo tempo contra os nipônicos e as escolhas do técnico Carlo Ancelotti pelos heróis da classificação verde e amarela.

“A gente sabia que, no primeiro tempo, tínhamos que ter pesado um pouco mais a área. Estávamos muito mais compactados. Não tinha espaço para jogar entrelinhas. Praticamente duas linhas de cinco, ou 5-4-1. Estava difícil entrar. No segundo tempo, o Mister pediu para a gente pesar a área, daí saiu o gol. Tivemos outras chances também. É o espírito de um grupo que está muito entrosado”, sublinhou o volante Guimarães.

Além da fera do Newcastle, outro jogador que trabalhou como garçom na tarde de segunda foi o zagueiro Magalhães, companheiro de Martinelli no Arsenal. Os dois mantêm uma longa amizade no Reino Unido.

“O Gabi (Martinelli) é meu irmãozão. A gente já está há seis anos juntos no Arsenal. Desde quando cheguei, ele me acolheu muito bem. Fico muito feliz por ele. É um menino que trabalha muito. Eu sempre falo para ele que ele pode decidir a qualquer momento. Foi o que aconteceu. Fico muito feliz por ele”, colocou o beque.

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