Central do Timão
·2 de abril de 2026
Presidente dos Gaviões da Fiel detalha conversa com Dorival Júnior e elenco do Corinthians

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·2 de abril de 2026

Com a crise no Corinthians piorada após a derrota diante do Fluminense, líderes do Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Timão, desembarcaram da caravana vinda do Rio de Janeiro diretamente no CT Dr. Joaquim Grava.
Durante a live da Central de Notícias, o presidente dos Gaviões, Alê Oz, comentou à Central do Timão sobre a conversa que membros da organizada tiveram com jogadores e comissão técnica, explicando o tom da cobrança realizada nesta manhã.

Henrique Vigliotti/Central do Timão
“Viemos de caravana do Rio de Janeiro, com a mesma roupa, inclusive. Falamos toda a situação que o corinthiano passa para torcer, empurrar, a maneira que a gente é tratado em todos os estados do Brasil. O que a gente quer é representatividade em campo. Conseguimos falar com o Dorival Junior. Falamos com a comissão técnica, falamos com o próprio presidente Osmar Stabile e os jogadores também. É uma realidade muito dura, o Corinthians está sem dinheiro. Há quanto tempo não falamos de uma grande contratação na janela? Mas isso não quer dizer que o jogador não tem que se doar”, disse.
“Pedimos raça, que vença domingo, quinta, contra o Palmeiras. Mesmo que a gente não vença, que eles representem e não vamos ficar atacados igual ontem. São vários jogos sem representatividade. Quando a gente vem, só colocam os líderes, mas queríamos falar com todos, dos mais novos aos recém-chegados. Eles são responsáveis por resgatar nossa força e nosso protagonismo. A gente sabe da falta do elenco, faltam algumas peças que não vieram dessa realidade que falamos. Corinthians contrata a terceira galeria de jogadores. A torcida nos cobra muito isso, mas viemos numa linha mais calorosa. Essa bagunça política também atrapalha, por mais que os jogadores estejam aqui só para jogar bola. Ouso dizer que tem gente feliz com as derrotas. Quem pensa na torcida é a Fiel. Fomos um pouco mais enérgicos no começo, mas queríamos falar com todos, Dorival, presidente, Marcelo Paz e jogadores”, prosseguiu Alê.
“A cobrança foi desde o presidente do Corinthians até o Dorival. Cobramos sim o Dorival. A gente quer entender algumas escalações, algumas alterações. Ele falou o lado dele. Ele está pressionado sim, não vamos ser hipócritas. Precisa ganhar domingo, precisa ganhar bem domingo, precisa ganhar bem quinta-feira, precisa ganhar principalmente no outro domingo (contra o Palmeiras). A nossa cobrança foi na totalidade, pegamos todos eles, desde o presidente, Marcelo Paz, que conversamos também com ele para entender todo o planejamento deles, e jogadores”, continuou.

Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Questionado pela Central do Timão acerca de uma possível cobrança individual ao volante Allan pela expulsão por um gesto obsceno, Alê explicou que a conversa foi num tom geral, envolvendo todos os atletas, sem
“No início, tiveram uma ideia mais calorosa. Não esperavam que a gente ia entrar no campo, mas depois entenderam, porque toda vez que a gente vem aqui é porque as coisas não estão indo bem. Muitas vezes viemos para apoio, mas agora é cobrança. Representamos 35 milhões de corinthianos, eu jamais queria estar aqui. Se tiver que ser uma linha mais incisiva, vai ser. São esses caras que vamos precisar apoiar, cabe a nós decidir se vamos chutar o balde ou continuar apoiando, como temos feito“, disse.
“Não direcionamos para nenhum jogador. Foi para o elenco todo, porque, se for ver, todos executaram alguma falha. Falamos no geral, desde os mais novos até os mais experientes”, completou.
Situação delicada
O elenco corinthiano sequer se hospedou em um hotel na capital do Rio de Janeiro após a derrota da última quarta-feira. A delegação voltou a São Paulo logo após o jogo e se direcionou diretamente ao CT, com o intuito de já iniciar a preparação para o próximo compromisso da temporada.
O Corinthians não vence uma partida desde o dia 19 de fevereiro, quando bateu o Athletico-PR por 1 x 0 na Arena da Baixada, em jogo atrasado que era válido pela segunda rodada do Brasileirão. Desde então, foram oito jogos, com cinco empates e três derrotas.
O Alvinegro Paulista volta a campo já no próximo domingo (5), quando recebe o Internacional na Neo Química Arena, em jogo válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro e que terá início às 19h30 (de Brasília). Além da quebra do jejum de vitórias, o Timão tenta um resultado positivo para evitar uma aproximação da zona de rebaixamento.
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