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·28 de julio de 2026
Proença, Luciano e os áudios que envergonham o futebol

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Hoje ficámos a saber que André Narciso, árbitro da Supertaça entre o FC Porto e o Torreense, é considerado fraco por Pedro Proença, pelo menos de acordo com os áudios divulgados nas redes sociais.
Nada me move contra o árbitro deste encontro e até considero injusta a apreciação feita pelo atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Existem árbitros bem piores e alguns até foram promovidos esta temporada.
Os áudios que circulam também parecem demonstrar que Luciano Gonçalves está à frente da arbitragem porque o vice-presidente Fontelas Gomes é “o que é”, porque veio de um bairro e conseguiu chegar ao futebol graças ao “grande líder”. A competência, pelos vistos, é apenas um pormenor sem grande importância.
Afinal, entre mais de 60 árbitros, só três ou quatro parecem ter qualidade. E desse grupo reduzido já nem faz parte um dos nomes que abandonou a arbitragem depois de uns banhos de sol ao lado de outro conhecido dirigente ligado ao FC Porto.
Quanto à expressão “fazer o jogo com o Proença”, sempre pensei que ele se limitava a apitar e não que também jogava, como nos tempos em que representava o Sporting, ainda miúdo e ingénuo, como todos nós fomos durante a infância.
Uns cresceram aprendendo com os obstáculos da vida. Outros encontraram caminhos aparentemente mais rápidos.
Hoje também ficámos a perceber que a lógica do “ou pias fino ou já sabes o que te acontece” continua, aparentemente, bem presente no futebol português.
O campeonato começa para a semana e temos um presidente do Conselho de Arbitragem investigado pelas autoridades e um presidente da Federação que, segundo os áudios divulgados, humilha árbitros em conversas privadas.
Talvez esteja na altura de deixarem de vender o futebol português como um desporto e começarem a promovê-lo como uma série de comédia.
Os próximos episódios, caso existam, prometem.
Até poderiam criar um canal dedicado exclusivamente a este conteúdo. Ainda assim, convém terem cuidado com a ERC, porque podem ser acusados de falta de pluralismo e diversidade.
Embora, se tiverem carro e motorista para as deslocações, talvez a lei possa ser interpretada de outra forma.







































