“Quando Villas-Boas ataca o modelo do Nacional é porque, se calhar, é bom para o futebol português, exceto os três grandes” | OneFootball

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·6 de junio de 2026

“Quando Villas-Boas ataca o modelo do Nacional é porque, se calhar, é bom para o futebol português, exceto os três grandes”

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O presidente do Marítimo declarou este sábado que o clube irá “respeitar a orientação” da Liga Portugal na Assembleia Geral (AG) em que será votada a chave de distribuição dos direitos audiovisuais das I e II Ligas.

Carlos André Gomes recordou que o Marítimo integra a direção da Liga Centralização, estrutura que tem em análise a questão dos direitos audiovisuais das competições profissionais de futebol, prevista no Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março, com o propósito de “construir algo positivo para o futebol português”.


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“Consoante a orientação e o plano de trabalhos da AG, o Marítimo tomará a sua posição de defesa do futebol português”, afirmou o presidente do emblema madeirense.

O dirigente falava aos jornalistas à margem das comemorações do centenário da conquista do Campeonato de Portugal, em 1925/26, numa cerimónia realizada no Estádio do Marítimo, no Funchal.

O líder dos verde rubros comentou ainda as recentes declarações do presidente do FC Porto, André Villas-Boas, que ameaçou avançar para tribunal caso a proposta alternativa do Nacional, relativa à centralização dos direitos audiovisuais, venha a ser aprovada.

A proposta dos alvinegros aposta numa repartição mais equilibrada entre todos os clubes, enquanto a da LPFP valoriza mais a dimensão mediática e o mérito desportivo.

Sobre o assunto, Carlos André Gomes considerou que as críticas do homólogo azul e branco representam uma “posição normal de defesa” do FC Porto.

“Quando o presidente André Villas-Boas vem atacar o modelo do Nacional é porque, se calhar, esse modelo é bom para todo o futebol português, exceto os três grandes”, observou.

Apesar da rivalidade, Carlos André Gomes explicou que o Marítimo até “esteve a trabalhar” com o Nacional na preparação de uma chave alternativa para a distribuição das receitas, por entender que é importante “transmitir alguma estabilidade para o futebol português”.

A AG extraordinária está marcada para segunda-feira, com início às 10:00, no auditório da sede da LPFP, no Porto, e irá assinalar mais um passo na centralização dos direitos de transmissão dos jogos das duas principais divisões, prevista a partir da época 2028/29.

No dia 17 de abril, os clubes aprovaram por maioria a proposta do organismo relativa ao processo de venda para o mercado doméstico, com o voto contra do Benfica e a abstenção do também primodivisionário Nacional.

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