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·17 de julio de 2026

Referências regressam à melhor versão: os destaques da vitória do Benfica frente ao Villarreal

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Após a derrota frente ao Flamengo, o Benfica precisava de dar uma resposta à altura, de forma a aumentar os índices de confiança antes do arranque oficial da época. Apesar da exibição ficar longe da perfeição, alguns jogadores deixaram bem melhores indicações comparativamente com o desafio transato.

Marco Silva continua sem muitas das peças principais na lista de opções, devido à presença no Mundial 2026. No entanto, no Torneio do Algarve - sobretudo nesta vitória frente ao Villarreal (2-0) - foi possível ter uma ideia do onze base que deverá ir a jogo no primeiro embate frente ao St. Gallen. 


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Os destaques...

Vangelis Pavlidis: a quebra de rendimento do avançado grego na temporada passada foi notória. Após um arranque fulminante, o camisola '14' chegou mesmo a perder a titularidade para Franjo Ivanović. Contudo, a qualidade do goleador encarnado é inegável. A sua capacidade associativa é, provavelmente, uma das suas melhores armas, levando o coletivo a um patamar superior... sempre que se encontra em 'dia sim', claro. Este foi um desses dias. Numa primeira instância, desceu no terreno e serviu Rafa Silva para o primeiro tento do jogo. Ainda foi a tempo de rubricar o seu nome na lista dos marcadores, depois de um excelente trabalho individual. Pavlidis em grande nível poderá ser uma das melhores 'aquisições' do Benfica para esta temporada que se avizinha.

Rafa Silva: regressou em janeiro, proveniente do Besiktas, com o intuito de revitalizar o setor ofensivo do emblema da Luz. O retorno era envolto de incertezas sobre a condição física do atleta de 33 anos. E a verdade é que Rafa ficou longe de ser o 'joker' que a equipa necessitava. Contudo, o '27' parte para esta época com mais um voto de confiança, desta vez de Marco Silva, numa posição diferente. Em vez de atuar atrás do ponta de lança, o experiente avançado tem jogado sobre a direita - uma posição que conhece como a palmas da sua mão. Diante do Villarreal, o internacional português esteve sempre ligado à corrente, aparecendo várias vezes nas costas da defesa. Num gesto de brilhantismo, ultrapassou dois adversários diretos, antes de 'chapelar' Luiz Júnior. Golo maradoniano para coroar uma belíssima aparição.

Os desinspirados...

Jakub Kamiński: o Benfica desembolsou 17 milhões de euros pela contratação do extremo polaco. Célebre pela sua capacidade de explosão e capacidade de pressão, o avançado de 24 anos tem estado longe de impressionar. Passou pelos 'pingos da chuva' no Estádio do Algarve, com as principais oportunidades dos encarnados a surgirem pelo corredor direito ou pela faixa central. No final da partida, o antigo jogador do FC Köln reconheceu que tem estado longe da sua melhor versão: «não foi uma grande performance individual, acredito que tenho mais qualidade para mostrar», referiu aos microfones da TVI.

Os reforços...

Clément Lenglet: o central francês de 31 anos protagonizou uma exibição sólida. Venceu vários duelos aéreos e mostrou muita tranquilidade na saída de jogo. Veio para acrescentar experiência e frieza numa zona mais recuada, tendo todas as capacidades necessárias para se tornar o 'xerife' da defensiva encarnada. Saiu ao intervalo, de forma a repousar para a partida frente ao St. Gallen. Gabriel Índio: foi um dos últimos jogadores a ser lançado e demonstrou muita concentração, apesar do crescimento por parte da turma espanhola nesse período. Rapidez, sentido posicional e qualidade no passe foram alguns dos aspetos mais salientes nesta curta amostra.

Os jovens...

João Rego: entrou aos 81 minutos e acabou por passar relativamente despercebido. Ainda procurou acrescentar dinâmica numa fase em que o encontro decorria a um ritmo mais baixo, algo habitual nesta altura da pré-temporada, mas terminou a participação sem conseguir deixar uma marca significativa. Miguel Figueiredo: apesar de ainda não se ter estreado oficialmente pela equipa principal, já deixou indicações bastante positivas. Revelou uma qualidade técnica bastante boa, serenidade na tomada de decisão e uma participação constante nas dinâmicas coletivas. Para acompanhar com atenção. Rui Silva: foi lançado aos 81 minutos, mas não teve um impacto profundo no jogo, tendo em conta a ausência de grandes oportunidades criadas pelo adversário.

José Neto: apresenta atributos físicos bastante interessantes e não será surpreendente se ganhar espaço nesta fase inicial da temporada. Ainda assim, neste encontro teve escassas oportunidades para mostrar o seu valor, uma vez que entrou aos 85´. Daniel Banjaqui: como seria de esperar, voltou a evidenciar os seus argumentos no plano ofensivo. Participou em vários lances do ataque benfiquista e ficou muito perto do golo aos 91 minutos, altura em que desenhou um remate cruzado que foi intercetado por um adversário. A concorrência é forte, porém, tem tudo para ser um elemento útil para Marco Silva.

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