Jogada10
·4 de agosto de 2026
Roberto Assaf: Flamengo e a necessidade de reação

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Os empates com o São Paulo e o Internacional deixaram evidente que o Flamengo caiu excessivamente de produção. Assim, se afastou da liderança do Brasileiro, cuja conquista hoje é praticamente impossível. Logo, ficou claro também que o treinador joga apenas por resultados que possam mantê-lo empregado. Além disso, o time necessita com alguma urgência de reforços de verdade.
Léo Jardim não é mau técnico, não é um Filipe Luis, que pretendia inventar a roda. Mas não mostra muita ambição. E as soluções que providenciou para tornar o conjunto forte, como foi não faz tanto tempo, não funcionaram.

Leo Jardim sob pressão no Flamengo. Foto: Gilvan de Souza
Já foi dito neste espaço que o Rubro-Negro não disputa campeonatos e torneios apenas para participar, mas sim para ganhar. E parece que o treinador não conseguiu entender que isto é uma realidade. Não é possível ter Samuel Lino como principal referência da equipe. Além disso, a idade dos jogadores que ficarão obrigatoriamente para sempre na história do clube, como Arrascaeta e Bruno Henrique, começa a pesar.
O Flamengo corre o risco de encerrar o ano em agosto, apenas com título do Estadual. Isso prejudicará a todos, incluindo os que o comandam, levando-se em conta salários, investimentos, a torcida gigantesca, o CT de primeiro mundo, além da tradição vencedora que carrega faz mais de um século. Uma sucessão de fracassos poderia até impedir a reeleição da atual diretoria.
A novela que envolve a contratação de Thiago Almada, que prefere voltar para a Argentina, e de Luiz Henrique, uma opção efetivamente válida, não caminham com a velocidade e os compromissos do clube. A base é uma das mais fracas das últimas duas décadas. Tem derrotas consecutivas e dificuldade para aproveitar novatos de qualidade, o que ocorreu desde a década de 1970.
Assim, talvez já tenha chegado a hora de perceber que Léo Jardim está conformado na posição que ocupa. E que existe a obrigação de sacudir o ambiente, reagir com alguma rapidez para evitar o pior.
O que se deduz é que não há, no momento, um princípio de medidas para modificar o quadro, e transformar o marasmo que impedirá a conquista de novos títulos. Ainda há tempo. Mas se nada disso acontecer, o Flamengo vai encerrar a temporada no oitavo mês do ano.







































