Rui Quinta: “Acredito que [Vitor Pereira] será ovacionado, o seu trajeto no FC Porto é intocável” | OneFootball

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·9 de abril de 2026

Rui Quinta: “Acredito que [Vitor Pereira] será ovacionado, o seu trajeto no FC Porto é intocável”

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4716 dias.

Este é o tempo que passou desde o último encontro de Vítor Pereira no Estádio do Dragão como treinador do FC Porto, precisamente no célebre triunfo diante do Benfica, selado com o golo de Kelvin, em 11 de maio de 2013. Esta quinta-feira, o técnico português regressa à casa dos dragões, agora para defrontar o Nottingham Forest, o seu atual clube.


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O destino quis que o treinador, hoje com 57 anos, voltasse a um palco que conhece bem, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa. Os ingleses chegaram a esta fase depois de eliminarem o Midtjylland nos oitavos de final, enquanto os azuis e brancos deixaram pelo caminho o Stuttgart.

Com estes elementos em cima da mesa e numa antevisão do reencontro entre treinador e clube, Rui Quinta, adjunto de Vítor Pereira durante a passagem pelo Dragão, fez uma análise ao técnico português do Nottingham.

«Foi muito inteligente na transição de adjunto para principal»

«Nunca o senti condicionado. Se há sítio para começarmos a treinar no alto nível é o FC Porto. Naquela altura o clube tinha uma organização exemplar e um plantel com muita qualidade. É extraordinário quando temos isto à nossa disposição. O Vítor foi muito inteligente na forma como fez a transição de adjunto para treinador principal, tinha o respeito de todos os jogadores», considera Rui Quinta.

«Saída? Ele e a família estavam sujeitos a uma grande exposição»

Sob o comando de Vítor Pereira, o FC Porto realizou 60 jogos no campeonato, tendo perdido apenas um, em 2011/12, frente ao Gil Vicente. Para Rui Quinta, a explicação é relativamente simples.

«Qualquer equipa é a imagem do seu treinador. Para além disso, também teve a ver com a crença que se instituiu e com o acreditar no treinador que existia. Havendo um treinador com competência e um plantel com qualidade, tudo se torna mais fácil. Havia mesmo muita confiança nas ideias que eram transmitidas», refere, destacando, neste capítulo, a forma como o plantel de 2012/13 reagiu ao empate frente ao Marítimo, na jornada 23, que deixou o clube a quatro pontos do líder Benfica:

«A conquista do título esteve em causa, mas o Vítor foi capaz de agarrar os jogadores e uni-los à volta da sua crença. Lembro-me de ele dizer que faltavam sete jogos e que, se os ganhássemos, seríamos campeões. Assim aconteceu.»

Considerando que, se o FC Porto não tivesse caído nos oitavos de final da Champions frente ao Málaga nessa segunda temporada, «dificilmente tinha sido campeão», o técnico destaca, de forma natural, o jogo do golo de Kelvin. «É uma coisa que está guardada na minha cabeça, sempre que falo da minha passagem pelo FC Porto essa é a primeira coisa em que penso. Foi uma vitória arrancada a ferros frente a um bom adversário, que também não tinha perdido no campeonato. Foi um grande momento, emocionante.»

Com tantos pontos positivos, por que razão a equipa técnica não continuou à frente do clube em 2013/14? «Essa é uma questão que tem de ser colocada ao Vítor. Na altura, face às circunstâncias em que ele viveu aquela fase final do campeonato, foi o que considerou ser o mais correto. Tem a ver com a envolvência com que tudo é vivido, ele e a família estavam sujeitos a uma grande exposição. Foi um pouco para se proteger e viver outras experiências», explica o nosso interlocutor.

E ainda que já tenha passado mais de uma década desde o ‘adeus’ de Vítor Pereira ao FC Porto, Rui Quinta acredita que o treinador será bem recebido no Estádio do Dragão:

«O Vítor é um treinador tricampeão, tem um título como adjunto e dois como treinador principal. Neste período teve apenas uma derrota no campeonato. Isto são factos. Eu posso não gostar ou aquele pode não gostar, mas a verdade é que é um dos treinadores mais vitoriosos da história do FC Porto. Acredito que será muito bem recebido, os adeptos sabem reconhecer quem trabalhou em prol do clube. Ovação? Penso que sim, o seu trajeto no FC Porto é intocável. Volta agora ao cabo de 13 anos e será bem recebido. Ele sempre manifestou a vontade de treinar na Premier League, mereceu a oportunidade que está a ter»

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