Esporte News Mundo
·9 de marzo de 2026
Saída de Crespo: confira os motivos que levaram o São Paulo a demitir o treinador

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·9 de marzo de 2026

A demissão de Hernán Crespo do comando do São Paulo, anunciada nesta segunda-feira (9), foi consequência de um acúmulo de problemas internos que vinham se intensificando nas últimas semanas no CT da Barra Funda, conforme apurou a ESPN Brasil.
Embora a eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista tenha sido o ponto decisivo, bastidores revelam que o desgaste entre treinador, diretoria e parte do elenco já estava em nível elevado.
Entre os fatores que incomodaram a cúpula tricolor estão decisões táticas, gestão do elenco e atitudes do treinador nos dias seguintes à queda no estadual.
Um dos episódios que mais geraram desconforto foi a escalação do volante Luan como titular no confronto decisivo contra o Palmeiras.
Dirigentes avaliaram que a escolha teve forte influência de superstição do treinador, já que o jogador havia marcado o gol do título paulista de 2021 justamente contra o rival.
Nos bastidores, a leitura foi de que Crespo apostou mais em coincidências do passado do que em critérios técnicos para definir a equipe em uma partida considerada crucial.
Outra decisão criticada foi a entrada, no segundo tempo da partida, do atacante André Silva, que não atuava havia cerca de oito meses, mas acabou sendo escolhido para entrar justamente em um momento decisivo.
Segundo relatos, os atacantes Ferreira e Tapia ficaram insatisfeitos por permanecerem no banco após terem participado de toda a campanha no campeonato.
Logo após a eliminação, durante o retorno da delegação no ônibus após a partida disputada na Arena Barueri, enquanto dirigentes e jogadores ainda lamentavam a derrota, Crespo e membros de sua comissão técnica foram ouvidos comentando jogos do campeonato argentino.
A atitude foi interpretada por integrantes da diretoria como falta de sensibilidade diante do momento vivido pelo clube.
O principal motivo para o rompimento definitivo, porém, foi a decisão do treinador de conceder três dias e meio de folga ao elenco logo após a eliminação no estadual. A medida foi considerada exagerada pela diretoria.
Na segunda-feira (2), um dia depois do jogo, o executivo de futebol Rui Costa e o gerente esportivo Rafinha foram ao CT para conversar com a comissão técnica e os jogadores, mas não encontraram nenhum integrante da equipe de Crespo no local.
Curiosamente, alguns atletas compareceram ao centro de treinamento por conta própria na terça-feira (3), mesmo com a folga em vigor, e encontraram apenas o preparador físico da comissão.
Outro detalhe que causou desconforto foi o fato de Crespo ter viajado para a Argentina ainda na noite do domingo, poucas horas após o clássico. Nos bastidores, surgiu a impressão de que a passagem aérea já estava comprada antecipadamente, como se o treinador não acreditasse em uma classificação contra o Palmeiras.
Além dos episódios mais recentes, outros acontecimentos ao longo da temporada também foram deteriorando a relação entre Crespo e o ambiente interno do clube.
Um deles ocorreu no último dia da janela de transferências, quando o técnico insistiu junto à diretoria para contratar um jogador argentino que considerava uma “oportunidade de mercado”. A diretoria recusou a sugestão, alegando que não faria investimento em um estrangeiro sem grande destaque, temendo repetir experiências que não deram certo.
Outra situação que desagradou dirigentes foi o fato de o treinador ter viajado para a Argentina antes de uma partida contra a Portuguesa, válida pelo Paulistão, sem comandar o último treino antes do jogo. O São Paulo acabou derrotado, resultado que influenciou na campanha irregular da equipe na fase inicial do estadual e na perda de vantagens nos confrontos eliminatórios.
Além disso, o relacionamento com atletas mais experientes, como Lucas Moura e Cédric Soares, não era considerado dos melhores.
Crespo demonstrou internamente insatisfação com algumas contratações feitas pelo clube, como as chegadas do volante Danielzinho e do lateral Lucas Ramon, ambos ex-Mirassol.
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