Gazeta Esportiva.com
·8 de abril de 2026
Santos quita parte dos direitos de imagem atrasados com elenco antes de estreia na Sul-Americana

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O Santos quitou, mais cedo nesta quarta-feira, parte dos valores atrasados com o elenco. O clube acertou o pagamento dos salários CLT, que venciam na última terça-feira, e de pelo menos um dos dois meses de direitos de imagem atrasados.
O atraso no pagamento dos valores vinha sendo alvo de descontentamento por parte dos atletas. Tanto é que, na última terça-feira, líderes do elenco se reuniram com a diretoria já na concentração para a partida contra o Deportivo Cuenca, nesta quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.
As informações foram inicialmente divulgadas pelo ge e confirmadas pela Gazeta Esportiva.
Com parte das dívidas sanadas, o Santos entra em campo logo mais nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília) contra o Deportivo Cuenca, no Equador, pela rodada de estreia da Sul-Americana.
O Santos se vê em dificuldades financeiras nesta altura da temporada. O Peixe vendeu o lateral esquerdo Souza em janeiro, ao Tottenham-ING, por 15 milhões de euros (R$ 89,7 milhões na cotação da época).
No entanto, o montante foi utilizado de duas formas: parte entrou no fluxo de caixa, enquanto o restante foi utilizado para quitar a dívida com o Arouca, de Portugal, referente à contratação do zagueiro João Basso. O Peixe sofreu um transfer ban na Fifa e correu para fazer o pagamento ao clube português.
O balanço financeiro apresentado na noite da última segunda-feira revelou um crescimento expressivo da dívida total do Santos, que alcançou R$ 998,5 milhões. Deste montante, R$ 470 milhões correspondem a passivos de curto prazo, com vencimento em até 12 meses, o que acende o sinal de alerta para o fluxo de caixa do clube.
Por outro lado, o Santos registrou um avanço em suas receitas. Em 2025, o clube faturou R$ 678,5 milhões, número que representa um crescimento de quase 70% em comparação com 2023, quando as receitas totais giraram em torno de R$ 407 milhões.
O desempenho superou em 60% o orçamento previsto para a temporada e teve como principais fontes as cotas de televisão, a negociação de atletas e o forte crescimento do programa de sócio-torcedor, que arrecadou R$ 50 milhões — mais que o dobro do valor projetado.
Além do aumento no faturamento, o clube também apresentou melhora operacional. O superávit antes do resultado financeiro passou de R$ 58,3 milhões em 2024 para R$ 104,8 milhões em 2025, indicando uma maior capacidade de geração de caixa. Mesmo assim, o elevado nível de endividamento segue como o principal desafio da gestão santista para os próximos anos.









































