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·19 de enero de 2026

Sem espaço para o condicional: o sinal que Ancelotti espera

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Em começo de ano de Copa, o Brasil acompanha dois de seus maiores talentos, formados em solo nacional e projetados para brilhar na Europa, atravessarem fases completamente distintas. Enquanto Endrick conquista aplausos e esperança em Lyon, Vini Jr enfrenta vaias e se vê às lágrimas em Madri.

O camisa 7 dos merengues, que já foi símbolo de alegria e ousadia em campo, hoje parece carregar o peso de uma relação desgastada com parte relevante da torcida. As vaias no Santiago Bernabéu ao ter o nome anunciado antes da última partida, seguidas pelas lágrimas do brasileiro, ganharam imensa repercussão no noticiário europeu.


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Afinal, revelaram não apenas um momento ruim, mas também a solidão de um craque que se tornou alvo fácil em meio à crise do clube.

Nem mesmo o belo gol contra o Barcelona na Supercopa conseguiu acalmar os ânimos. Isso porque a seca de gols no Campeonato Espanhol desde outubro e a indefinição sobre sua renovação de contrato alimentam rumores de saída. Vini Jr, que deveria ser protagonista, hoje é visto – pasmem – com desconfiança.

Do outro lado, Endrick vive dias aos quais sempre sonhou na Europa. Emprestado ao Lyon, já caiu nas graças da torcida ao desfilar seu repertório. Em apenas dois jogos, o jovem atacante mostrou talento e personalidade que arrancaram aplausos de pé dos franceses.

Na estreia, ele anotou gol decisivo. Já na segunda partida, impressionou ainda mais: foi o motor ofensivo da equipe ao participar diretamente da vitória por 2 a 1 sobre o Brest e mostrar, assim, que pode decidir mesmo quando não balança a rede.

Compensou em larga escala com dribles de quem entende do assunto, armação de jogadas – tanto individuais quanto coletivas – e assistência para o gol de Abner. Ao deixar o campo, já nos minutos finais, o camisa 9 teve o nome ovacionado pelos torcedores.

Contraste emblemático

Depois de seis meses quase sem entrar em campo, praticamente esquecido no Real Madrid, Endrick reencontrou o prazer de jogar. Mais do que isso. Enviou um claro recado de que definitivamente está pronto para disputar a camisa 9 da Seleção Brasileira.

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Carlo Ancelotti observa atentamente como os principais jogadores brasileiros estão se saindo pelo mundo – Foto: Divulgação / CBF

O contraste entre Vini e Endrick é emblemático. Um já consolidado, mas pressionado por expectativas e pela exigência de um clube que não perdoa oscilações. Outro ainda em ascensão, mas livre para encantar e conquistar corações sem o peso da cobrança desmedida.

O futebol é feito de ciclos, e talvez este seja apenas o início de uma troca de protagonismo. Vini Jr precisa reencontrar sua confiança e reconquistar o carinho da torcida. Endrick, por sua vez, tem a chance de se firmar como o novo rosto da esperança brasileira na Europa.

No fim das contas, ambos representam a mesma essência: o talento bruto que o Brasil exporta e que, em diferentes estágios, continua a emocionar o mundo.

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