Fala Galo
·9 de abril de 2026
Sistema defensivo falha, e Atlético larga com derrota na CONMEBOL Sul-Americana

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Foto: Pedro Souza / Atlético
Por: Thiago Florêncio
No final da noite desta quarta (8) e início desta quinta (9), o Atlético Mineiro foi derrotado por 2 a 1 pelo Academia Puerto Cabello, no estádio Misael Delgado, em Valência, na Venezuela, pela primeira rodada do grupo B da CONMEBOL Sul-Americana. O time mineiro teve mais posse de bola, mas voltou a apresentar falhas defensivas e pouca eficiência no ataque, fatores decisivos para o resultado negativo.
O Puerto Cabello aproveitou os erros de marcação do Atlético e construiu a vitória ainda no primeiro tempo, com gols de Castillo e Ramos. Dudu marcou para o Galo, que reagiu de forma pontual, mas não conseguiu sustentar o desempenho ao longo da partida.
Sistema defensivo falha e Atlético sai atrás no placar na etapa inicial
A equipe venezuelana começou melhor e quase abriu o placar logo nos minutos iniciais. Flores cruzou da direita, Ponce subiu livre e acertou a trave. Na sequência, Lyanco afastou o perigo.
O Puerto Cabello manteve a pressão nos primeiros 15 minutos. Controlou a posse e chegou com frequência ao ataque. O Atlético encontrou dificuldade para trocar passes e sair da defesa.
Aos 16 minutos, saiu o gol dos donos da casa. Ramos avançou pela direita, passou por três marcadores e cruzou. Ponce desviou de cabeça, e Castillo apareceu livre para finalizar cruzado, sem chance para Everson. O VAR revisou o lance e confirmou o gol. A defesa atleticana falhou na marcação.
Mesmo desorganizado, o Atlético chegou ao empate aos 27 minutos. Após erro na saída de bola do Puerto Cabello, Bernard roubou e acionou Cassierra. O atacante não finalizou, e a sobra ficou com o próprio Bernard, que chutou travado. Dudu aproveitou o rebote e marcou com o gol aberto.
O time mineiro melhorou após o empate e criou sua primeira jogada trabalhada aos 32 minutos. Lyanco lançou Cassierra, que cabeceou com perigo. O goleiro Graterol fez boa defesa.
Mas a instabilidade defensiva voltou a aparecer. Aos 38, Rosales cruzou da direita, e Ramos subiu livre sobre Lyanco para marcar o segundo gol do Puerto Cabello.
Análise do primeiro tempo
O Atlético encerrou o primeiro tempo com atuação abaixo do esperado. Teve dificuldade para manter a posse e sofreu na recomposição. Bernard e Dudu pouco ajudaram na marcação, o que sobrecarregou o meio-campo. Pela esquerda, Dudu não ajudou na recomposição e Junior Alonso tiveram um desempenho irregular, deram muito espaço para os jogadores do Puerto Cabello trabalharem a bola pelo setor onde saíram os dois gols. Lyanco também falhou no tempo de bola nos lances decisivos.
Atlético melhora no fim, mas esbarra na ineficiência ofensiva
Para o segundo tempo, o técnico Eduardo Domínguez promoveu três mudanças. Sacou Igor Gomes, Bernard e Cassierra para as entradas de Maycon, Reinier e Cauã Soares, em tentativa de dar mais mobilidade ao time.
Mesmo assim, o cenário pouco mudou. Logo aos 4 minutos, o Puerto Cabello voltou a levar perigo. Castillo avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Ponce finalizou, Everson espalmou, e González, no rebote, foi travado por Lyanco.
O Atlético seguiu com dificuldades. A equipe não conseguiu controlar o jogo nem transformar posse em chances claras. Faltou aproximação no meio e presença no ataque, problema que já havia aparecido na primeira etapa.
Ainda assim, o time mineiro criou duas boas oportunidades. Cauã Soares e Scarpa finalizaram com perigo, mas pararam em defesas seguras de Graterol.
Na tentativa de ajustar o sistema defensivo, Domínguez fez nova alteração. Tirou Junior Alonso, improvisado na lateral esquerda e já advertido, para a entrada de Kauã Pascini.
Aos 27, o Puerto Cabello voltou a assustar em contra-ataque. Flores avançou com espaço e cruzou. González finalizou livre, mas mandou por cima do gol.
Na reta final, o treinador argentino fez a última mudança. Cissé deu lugar a Alexsander, que melhorou a circulação de bola no meio-campo e deu mais ritmo ao time.
O Atlético passou a ocupar mais o campo ofensivo e pressionar. Aos 39, Scarpa cobrou falta na área, e Vitor Hugo cabeceou com perigo, rente à trave. Foi a melhor chance na etapa final.
Nos minutos finais, o Galo cresceu em volume, mas não em eficiência. Teve mais presença no campo adversário, porém seguiu com dificuldade na finalização e pouco repertório ofensivo.
A derrota por 2 a 1 na estreia expõe problemas já conhecidos. O time alternativo mostrou falta de entrosamento, baixa intensidade sem a bola e pouca agressividade no último terço. A melhora com Alexsander indica um caminho, mas ainda insuficiente.
Análise do segundo tempo
Atlético tentou corrigir os problemas do intervalo com mudanças, mas esbarrou na falta de organização e de repertório ofensivo. As entradas deram mais energia, porém não resolveram o principal: a dificuldade de criar e finalizar.
A equipe voltou com mais peças ofensivas, mas sem coordenação. O meio-campo seguiu espaçado, com pouca aproximação entre os setores. Isso facilitou a marcação do Puerto Cabello, que manteve o controle das ações mesmo sem a bola.
Defensivamente, o time continuou vulnerável. Sofreu em transições rápidas e cedeu espaços pelos lados. Lyanco voltou a aparecer em cortes importantes, mas a linha defensiva, como um todo, seguiu exposta.
No ataque, o Atlético produziu pouco até a metade da etapa final. As melhores chances surgiram mais por erros do adversário ou jogadas isoladas do que por construção coletiva. Faltou movimentação coordenada e presença na área.
A entrada de Alexsander mudou o ritmo. O volante deu mais dinâmica à circulação da bola e melhorou a saída desde trás. Com isso, o time passou a ocupar mais o campo ofensivo nos minutos finais.
Apesar da melhora, o problema na finalização persistiu. O Atlético criou volume na reta final, mas sem precisão. As bolas alçadas na área viraram a principal alternativa, o que facilitou a defesa adversária.
No balanço geral, o segundo tempo repetiu os erros do primeiro, com leve evolução apenas no fim. O time mostrou pouca intensidade sem a bola, dificuldade de articulação e baixa eficiência no ataque. A atuação reforça a necessidade de ajuste coletivo, sobretudo na organização ofensiva e na recomposição defensiva.
Além de estrear com derrota na CONMEBOL Sul-Americana, o Atlético quebrou um tabu negativo. É a primeira vez que a equipe mineira é derrotada para uma equipe venezuelana. Agora, o Atlético viaja para São Paulo, onde se prepara para encarar o Santos, na Vila Belmiro, no sábado (11), às 20h, pela 11ª rodada do Brasileirão.
Estatísticas da partida
Gols: Castillo (aos 16 minutos do primeiro tempo), Dudu (aos 27 minutos do primeiro tempo), Ramos (aos 38 minutos do primeiro tempo);
Posse de bola: Puerto Cabello 44% x 56% Atlético;
Finalizações: Puerto Cabello 16 x 12 Atlético;
Finalizações no gol: Puerto Cabello 5 x 5 Atlético;
Defesas do goleiro: Puerto Cabello 4 x 9 Atlético;
Desarmes: Puerto Cabello 11 x 12 Atlético;
Interceptações: Puerto Cabello 15 x 11 Atlético;
Recuperações de bola: Puerto Cabello 52 x 44 Atlético;
Faltas: Puerto Cabello 8 x 16 Atlético;
Total de passes: Puerto Cabello 348 x 519 Atlético;
Cartões amarelos: Alonso (aos 36 minutos do primeiro tempo).
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