Revista Colorada
·3 de marzo de 2026
Sobre o comunicado oficial do Inter alegando “incredulidade” com a arbitragem do Gre-Nal

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·3 de marzo de 2026

A derrota do Internacional no clássico Gre-Nal 450, no último domingo, ficou marcada por polêmicas de arbitragem. Ao menos dois lances causaram grande revolta no Clube do Povo e influenciaram diretamente no resultado da partida. Fato esse que seguiu repercutindo na última segunda-feira, após a divulgação do áudio do VAR por parte da FGF.
O principal lance que irritou os colorados ocorreu nos minutos iniciais. Após cobrança de escanteio, Arthur acerta uma cotovelada em Rafael Borré. Anderson Daronco, no entanto, ignora o lance. Já o VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, até avalia a jogada, mas afirma que foi o colombiano quem procurou o contato, ao invés de apontar a agressão.
Para completar, no segundo gol do rival, além de não marcar falta em Ronaldo e apresentar cartão amarelo para o adversário, a arbitragem ainda ignorou uma ação de bloqueio por parte de Carlos Vinícius. O centroavante gremista, em posição de impedimento, atrapalha a corrida de Félix Torres, o que caracteriza uma infração.
Diante deste cenário, que ganhou nova polêmica após a divulgação dos áudios do VAR, a direção do Internacional se reuniu e decidiu fazer um pronunciamento oficial. Buscando evitar novos erros à favor do rival no jogo de volta, no próximo domingo, às 18h, no Beira-Rio, a decisão foi por utilizar as redes sociais para expressar todo o descontentamento.
Confira o comunicado do Clube do Povo na íntegra:
“O Sport Club Internacional manifesta sua profunda preocupação e inconformidade com os critérios aplicados na arbitragem do Gre-Nal, especialmente na aplicação de cartões e nas decisões disciplinares, que destoaram da linha que vinha sendo adotada anteriormente na competição.
O Clube também recebeu com incredulidade o áudio divulgado pela FGF em relação ao lance envolvendo Arthur e Borré, no qual a interpretação apresentada pelo VAR, sob responsabilidade de Daniel Nobre Bins, transfere ao atleta que sofreu a falta a responsabilidade pelo ocorrido. A preocupação se estende, ainda, a outros episódios relevantes da partida que geraram questionamentos.
Reforçamos a importância de critérios claros, uniformes e coerentes, para que haja equilíbrio e segurança na partida final da competição, preservando a lisura e a integridade do espetáculo.
O Departamento de Futebol, em conjunto com o Departamento Jurídico, já solicitou informações adicionais à Comissão de Arbitragem para os devidos esclarecimentos.
Os áudios da revisão do segundo gol adversário evidenciam a ausência de critério no Gre-Nal. Carlos Vinícius obstrui Félix Torres e interfere diretamente no lance, mas prevaleceu o entendimento de que o defensor “não ia chegar”, sem análise criteriosa das imagens. Trata-se de infração prevista na regra, com impacto direto no desfecho da jogada.
Também chama atenção a mudança de entendimento sobre a falta em Ronaldo, inicialmente tratada como lance para cartão amarelo e posteriormente ignorada. O clássico foi encerrado sem qualquer advertência aos atletas adversários”.









































