Central do Timão
·24 de marzo de 2026
Técnica do Corinthians Feminino fala sobre jogar em Itaquera e explica improvisações na lateral-direita

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O Corinthians enfrentou o América-MG, na noite da última segunda-feira (23), na Neo Química Arena, em partida válida pela quarta rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino, e venceu pelo placar de 4 x 0. Os gols do Alvinegro foram marcados pela meia Gabi Zanotti, a zagueira Erika, além da meio-campista Andressa Alves. O resultado colocou as Brabas na quinta colocação da competição nacional com sete pontos – duas vitórias, um empate e uma derrota – nove gols marcados e cinco sofridos.
Minutos após o encerramento da partida, a técnica Emily Lima concedeu entrevista à imprensa na zona mista e comentou sobre a sensação de jogar e vencer em sua estreia em Itaquera. Ela ainda ressalta necessidade do clube do Parque São Jorge retomar o bom momento na modalidade. As Brabas iniciaram 2026 com o vice-campeonato da Copa das Campeãs e da Supercopa do Brasil – esta última perdendo para o Palmeiras na decisão.

Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
“Eu acho que, independente de qualquer coisa, a gente tem que entender e agradecer a oportunidade por estar jogando aqui. A gente é muito feliz por poder estrear aqui na frente do Corinthians com vitória. Acho que temos muito que melhorar ainda, estamos ainda em evolução. Mas de desfrutar desse momento, acho que são três pontos importantes. O Corinthians tem que voltar ao lugar onde ele deve estar, merece estar. E a gente está indo pouquinho a pouquinho, trabalhando muito. Acho que jogar aqui é uma sensação única, só quem está aqui sabe qual é essa sensação. Acho que é isso aí, é de desfrutar do momento”, iniciou.
Em seguida, foi questionada sobre a situação da atacante Carol Nogueira que, na partida de ontem, atuou improvisada na lateral-direita e foi substituída aos 21 minutos do primeiro tempo ao sentir dores em um dos joelhos. Nas suas redes sociais, fez um post lamentando a possível lesão. A atleta não atuava com a camisa das Brabas desde agosto de 2025, já que enfrentou problemas pessoais e, depois de retornar normalmente aos trabalhos, não vinha sendo utilizada por Lucas Piccinato, que deixou o cargo recentemente.
“Então, nada. A gente tem que esperar agora exames de imagens, né? A gente não pode ficar trabalhando com um achismo, então é tentar tranquilizá-la da melhor forma possível. O que a gente pode fazer e deixar a parte médica fazer com suas especialidades, o trabalho deles, né? Ter paciência, ter calma, com certeza a gente sabe que o susto, né? De estar muito tempo fora do jogo em si e retornar agora, ter a oportunidade. Então, acho que isso tá pegando muito mais, né? A Carol, nessa parte psicológica, mas vai voltar a ter oportunidade novamente, vamos esperar amanhã ver um diagnóstico mais real e trabalhar em cima disso.”
Logo na sequência, falou sobre o fato de ter voltado a vencer uma partida como treinadora após quase um ano. Anteriormente, sua última vitória havia sido no dia 4 de abril de 2025, quando ainda comandava a seleção peruana, que na época bateu Cuba por 3 x 2 em amistoso internacional disputado no Estádio Iván Elías Moreno, em Villa El Salvador, em Lima. Desde então, haviam sido um empate e 15 derrotas em 16 jogos. Comandando o Levante, da Espanha, foram 11 derrotas em 11 jogos.
“Não trabalho com resultado, tá? Primeiro que as pessoas precisam conhecer qual eram os meus antigos projetos. Meus antigos projetos não eram de vitória, eram de evolução de duas seleções onde não existia o futebol feminino. Eu não tenho ansiedade de vitória, eu tenho ansiedade de trabalhar. O trabalho vai me levar à vitória. Então, não sou uma pessoa ansiosa por isso. Eu gosto de ganhar e por isso que eu trabalho muito para ter esse resultado muito mais próximo de mim ou não?”, prosseguiu.
Posteriormente, explicou as improvisações que vem realizando na lateral-direita. A comandante explicou que não descarta seguir testando Carol Nogueira e Ivana Fuso no setor. A inglesa, após a lesão da camisa 77 no primeiro tempo, entrou em seu lugar e fez função defensiva pelo lado direito. Neste momento, o setor conta com Gi Fernandes e Rafa Rocha como atletas de ofício da posição
“A gente vem estudando, sim, esse lado direito. É não descartando a Gi (Fernandes), eu acho que a Gi é uma grande jogadora, mas a gente não pode ficar só na Gi, porque um dia a Gi pode falhar e pegar a gente de surpresa. Então, a Ivana e a Carol fizeram essa semana toda a lateral direita com muita conversa, vídeos, os treinamentos foram sempre essa mudança entre as duas. Então, a gente está estudando muito esse lado, como também vem trocando algumas outras peças e a gente precisa conhecer ainda mais essas meninas.”
“Então, foi muito bom os minutos que a Carol fez, muito bons treinos e a Ivana também. Então, a gente consegue avaliar um pouco melhor elas em um contexto de jogo. Então, acho que nada vai acontecer por acaso. A gente planeja muito o trabalho que a gente preparou para o jogo. Improviso às vezes vão acontecer devido lesões, devido a número de substituições, devido a um contexto muito complexo que é o jogo, mas foi preparado essas duas substituições, essas duas jogadoras em posições onde não é a posição delas.”
Por fim, comentou sobre atletas que vem recebendo menos oportunidades, como são os casos das meio-campistas Ana Vitória e Paola García. A profissional afirmou que está conhecendo o elenco e que a ideia é rodar o elenco em virtude do alto número de jogos na temporada. As Brabas disputarão neste temporada: Campeonato Brasileiro, Paulistão, Copa do Brasil, Conmebol Libertadores e Teal Rising Cup.
“Eu estou chegando agora ao nosso segundo jogo, então eu consegui entender um pouco o jogo contra o Palmeiras. Estou entendendo um pouco agora o jogo contra a América. Estamos fazendo as substituições exatamente para mudar um pouco o contexto de treinamento e o contexto de jogo. Mas a gente vai tentar utilizar e rodar o elenco a partir do momento que a gente comece a conhecer um pouco mais. Então é uma ideia nossa, um elenco qualificado demais da conta e a gente tem que aproveitar e rodar. A gente tem quatro competições ainda e é importante dar essa rodagem para todo mundo e a gente conhecer a fundo cada uma.”
“A gente tá tendo um pouco mais de paciência em ficar com a bola, mas o ficar com a bola tem que sempre ter um objetivo e a gente tá evoluindo. Eu acho que pouco tempo pra que a gente possa deslumbrar de alguma coisa, eu acho que não podemos apagar a qualidade técnica de cada uma e colocar tudo na comissão técnica, eu acho que é muito ao contrário. Elas ajudam muito mais o nosso trabalho e a gente tenta. São facilitadores para que elas possam tomar melhores decisões.”
O Corinthians, depois de golear o América-MG, na Neo Química Arena, segue focado na disputa do Campeonato Brasileiro Feminino. Na próxima sexta-feira (27), 19h (horário de Brasília), no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, as Brabas enfrentarão o Botafogo, pela quinta rodada da competição nacional.
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