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·23 de abril de 2026

Textor comenta possível saída de Barboza do Botafogo

Imagen del artículo:Textor comenta possível saída de Barboza do Botafogo

Presente no treino do Botafogo na manhã desta quinta-feira (23/4), o dono da SAF, John Textor, falou à imprensa sobre os assuntos que dominam os bastidores alvinegro. Ele negou que o Botafogo tenha recebido proposta pelo zagueiro Alexander Barboza, além de pincelar sobre a necessidade de dinheiro e briga jurídica com o social.

Inicialmente, brincou falando sobre o suposto interesse do Cruzeiro em Barboza. Atual comandante da Raposa, Artur Jorge conheceu o zagueiro durante sua passagem pelo próprio Botafogo, quando ganharam Libertadores e Brasileirão juntos, em 2024.


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John Textor fala sobre momento do Botafogo – Foto: Vitor Silva/Botafogo

“É normal o contato entre os departamentos de futebol. Mas não vi proposta do Palmeiras. Ouvi que o Artur Jorge, do Cruzeiro, estaria vindo atrás do Barboza. Acho que se ele deveria ligar para o seu parceiro, amigo e assistente Franclim (Carvalho, atual treinador do Botafogo). Se ele quer um jogador, é a abordagem mais correta. Mas isso não aconteceu. Não recebemos nenhuma proposta do Cruzeiro. Talvez ele (Artur Jorge) esteja só brincando com a gente ou algo assim (risos). Ainda vamos beber uma cerveja juntos. Vou lustrar nosso troféu que conquistamos. Mas ele tem que deixar nossos jogadores em paz”, disse à reportagem do “Globo”.

“Parem de falar nos bastidores”, diz dono do Botafogo

Textor, então, prosseguiu para falar sobre a briga jurídica atual do clube, que também envolve o grupo social. Ele reafirma a necessidade de dinheiro novo para reerguer o Botafogo.

“Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão para a reunião. O clube precisa de dinheiro, então coloque suas propostas, coloque o dinheiro. Eu fiz minha proposta, US$ 25 milhões do meu próprio capital. Eu estou tentando há algumas semanas que isso seja aceito pelos acionistas. Precisa de mais capital, então eu tenho parceiros que querem colocar o dinheiro ao meu lado”, afirmou.

Ele insistiu no tópico, relembrando de quando comprou a recém-instalada SAF do Botafogo. Na ocasião, podendo gastar dinheiro, conseguiu montar o time que venceu a Libertadores, o Brasileirão e participou do Mundial de Clubes.

“Nós tivemos uma boa decisão do juiz (na cautelar). Mas o clube precisa de capitalização, como quando eu cheguei no início. Eu não tinha restrições sobre o que eu poderia colocar, eu não tinha restrições sobre os jogadores que eu poderia assinar, e nós conseguimos pegar um clube de segunda divisão para nos tornar campeões da América do Sul com nossa própria independência. Conseguindo fazer essas decisões sem obstrução”, argumentou Textor.

Cadê os investidores?

Por fim, o estadunidense lamentou a falta de investidores no Botafogo. Para ele, se houver entrada de novo dinheiro, será possível resolver os problemas ao menos a curto prazo.

“Se ninguém mais está colocando dinheiro, e eu, legalmente, não estou permitindo colocar dinheiro, a recuperação pré-judicial nos permite ir a um juiz e dizer, “Ok, o dinheiro fala, o dinheiro está aqui para resolver os problemas”. Eu disse na noite anterior que eu estou aberto a alguém fazer uma oferta de investimento. Mas não há outro investidor, não estão encontrando”, finalizou.

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