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·23 de enero de 2026

Tite valoriza desempenho, admite falhas no “terço final” e projeta sequência pesada do Cruzeiro

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A derrota por 1 a 0 para o Democrata, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro, deixou o Cruzeiro sem o resultado esperado diante de sua torcida. Apesar do revés, o técnico Tite adotou um discurso ponderado na coletiva pós-jogo, valorizando o desempenho da equipe, o volume ofensivo e o contexto de início de temporada, marcado por pré-temporada em andamento e sequência desgastante de jogos.

Logo na análise inicial, o treinador não escondeu a frustração pelo placar, mas destacou que o rendimento apresentado pela Raposa não refletiu o resultado final.


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“Resultado negativo, chateado pela derrota, grupo chateado pela derrota. Paralelamente a isso, análise do desempenho: não foi o que traduziu o placar, o volume, as oportunidades, as construções, as iniciações nós tivemos. O último terço, um pouco mais de lucidez e precisão, talvez pelo início da temporada se justifica, da imprecisão. Em alguns momentos o goleiro adversário, mas o desempenho da equipe não traduz a derrota que aconteceu hoje.”

Vivendo um cenário atípico, com preparação física ainda em evolução e jogos oficiais acontecendo simultaneamente, o comandante celeste reforçou o desafio enfrentado pelas grandes equipes no início do ano. “É desafiador, mas pra todas as grandes equipes. O tempo é o mesmo para todos. Precisamos correr riscos e conhecer atletas”, explicou, citando a estreia de Neiser e o retorno gradual de jogadores em recuperação. Mesmo sem o resultado, Tite disse ter ficado satisfeito com a consistência defensiva e a construção de jogo.

A sequência do Cruzeiro promete ser exigente, com clássico contra o Atlético e, na sequência, a estreia no Campeonato Brasileiro. Diante desse cenário, o treinador deixou claro que a gestão do elenco será fundamental.

“O mesmo tempo que nós temos vão ter as outras equipes. O diferente é que temos 24 horas menos que o adversário pro clássico de domingo. Seria irresponsável se colocasse toda a equipe pra jogar, uma sequência de jogos tão fortes. Não é só quinta pra domingo. É quinta, pra domingo, pra quinta… tem que olhar mais aberto. E tem que olhar o grupo todo. Tem jogadores, por exemplo, o Japa é grande, dos jogos que ele fez, uma regularidade, já pode jogar, já vestiu a camisa e não sente mais peso. Só pra dar um exemplo positivo.”

Sobre a estreia de Gerson, Tite explicou o posicionamento e reforçou a ideia de que o coletivo deve prevalecer sobre o individual.

“Eu entendo vocês todos e entendo quando vocês falam, mas a magia tem que ser da equipe, do torcedor, do Pedrinho. Claro que em termos ofensivos eles (Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge) aparecem mais, mas a consistência tem que ser reiterada. Pra vencer, tu tem que atacar, criar, fazer gol. Mas precisa tomar bola do adversário. Quando tem um Gerson externo/meia, ele vai dividir ações de criação por dentro e o Christian pode jogar numa segunda posição do meio de campo, no lado esquerdo, porque no jogo vai acabar acontecendo.”

Questionado sobre a dificuldade diante de equipes que atuam em bloco baixo, o treinador reconheceu o problema e apontou caminhos.

“Com construção e a finalização de média distância, sim. É inevitável, porque uma equipe se retrai, traz uma linha de 4 ou 5 pra trás e tu vai abrir possibilidade de média distância. Como aconteceu com o Kenji, contra o Tombense. Aconteceu com o Wanderson contra o Uberlândia. E nós colocávamos hoje também. Mas até esse pouco tempo de treinamento e dar uma condição física básica, a especificidade do treinamento de finalização fica mais reduzido. Mas é algo que nós temos a condição de melhorar.”

Tite evitou antecipar uma formação titular fixa para a sequência da temporada, destacando que a manutenção absoluta do time seria imprudente neste momento. Ainda assim, indicou que, com o avanço do calendário, a tendência é de maior estabilidade. O treinador também elogiou o zagueiro Bruno Alves, da base, projetando um futuro promissor para o jovem, embora tenha optado por não utilizá-lo na partida.

Ao falar do primeiro clássico à frente do Cruzeiro, Tite demonstrou respeito à rivalidade e pediu que a competitividade fique restrita ao campo.

“Papai do céu me deu Grenal, Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu e Cruzeiro x Atlético da magnitude que é. Da competitividade que tem, mas o cuidado pra não levar pra violência, não traduzir isso pra fora do campo e que seja decidido dentro de campo, naquele que produzir mais, for mais efetivo, criativo, alegre, competente e consistente, dentro de campo. Mas que dá uma ansiedade dá.”

Por fim, o treinador avaliou o estágio atual da equipe em relação à ideia de jogo e à parte física, destacando a presença de Gerson como um acréscimo criativo ao lado de Matheus Pereira.

“Vamos traduzir assim: a ideia de jogo é basicamente a mesma. Ela traz com o Gerson um jogador mais de criação, junto com o Matheus, que pode agregar se jogarem juntos. Quer ver como uma equipe joga sem pensar? A primeira bola que o Matheus recebe no jogo, qual o passe que ele deu? Um passe no espaço, como se fosse o Kaio, mas era o Chico, que precisava de um passe mais curto. É o que, nesta retomada, a gente busca com a equipe. Evoluir, consistência e evolução.”

Por fim, Tite atualizou a situação do goleiro Cássio, que teve que deixar o campo no intervalo após sentir alguma lesão ainda não informada pelo clube:

“Eu tô preocupado sim, mas evitei de falar, vim falar com vocês. O departamento médico depois pode passar. Preocupado em relação a ele, mas tranquilo em relação ao Otávio, que se tiver que jogar, vai jogar.”

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