Zerozero
·31 de enero de 2026
Titular ou suplente de luxo? Ndoye voltou a acrescentar a saltar do banco

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·31 de enero de 2026

Alioune Ndoye voltou a ser decisivo quando menos tempo teve para o ser. No jogo desta sexta-feira, frente ao Moreirense, com vitória por 1-0 do Vitória SC, o avançado senegalês saiu do banco para ganhar o penálti que decidiu a partida, reforçando uma tendência que se tem repetido ao longo da época: Ndoye tem sido mais impactante como suplente utilizado do que como titular.
Num encontro marcado pelo equilíbrio e por poucas oportunidades claras, a entrada de Ndoye trouxe uma mudança evidente ao jogo ofensivo dos vimaranenses.
Lançado aos 60’ minutos, o avançado acrescentou agressividade, velocidade e, sobretudo, imprevisibilidade. A sua mobilidade entre os centrais adversários obrigou a defesa visitante a ficar alerta e, ao primeiro erro, o atleta da casa aproveitou.
Num lance que parecia controlado para a defensiva dos cónegos, Ndoye atacou o espaço com convicção entre dois defesas e acabou derrubado na área por Mateja Stjepanovic, conquistando o penálti que viria a ser convertido por Samu Silva e garantir os três pontos ao Vitória SC.
É certo que o avançado do Vitória SC só foi utilizado como titular em seis ocasiões, mas as estatísticas são bem claras: todos os golos de Ndoye surgiram quando entrou na segunda parte.
Ao longo da temporada, o impacto de Ndoye tem sido frequentemente maior quando entra com o jogo em andamento, apanhando adversários mais desgastados e contextos mais favoráveis às suas características físicas e atléticas.
Como titular, o avançado tem revelado mais dificuldades em impor-se. Frente a defesas preparadas e frescas, Ndoye tende a ficar mais preso aos centrais, participando menos na construção e tocando poucas vezes na bola em zonas de perigo.
A diferença passa também pela leitura do jogo. Quando sai do banco, Ndoye parece jogar com maior simplicidade e objetividade, procurando ataques rápidos à profundidade e ações decisivas em poucos toques, sem a pressão de ter de carregar o jogo ofensivo desde o início.
Os números ajudam a sustentar esta perceção. Além dos golos, muitas das ações decisivas do avançado - faltas ganhas, penáltis provocados, lances de desequilíbrio - surgem em minutos finais, quando o jogo está mais partido e o seu perfil físico se torna uma arma clara.
Para o treinador do Vitória SC, esta realidade coloca um dilema interessante. Manter Ndoye como suplente de impacto garante uma solução eficaz para desbloquear jogos difíceis, mas limita a sua presença nos momentos iniciais, onde a equipa nem sempre consegue criar vantagem. Luís Pinto, em conferência de imprensa, explicou o seu ponto de vista.
«Na preparação para os jogos preparámos a forma como queremos terminar. O futebol está diferente, podemos fazer cinco alterações, o Moreirense tem mais golos sofridos nos últimos quinze minutos do que em qualquer outro momento. Sentimos que era importante de ter alguém com essa crença nesse período, que é capaz de entrar e fazer a diferença», começou por dizer o técnico.
Luís Pinto ainda teceu elogios ao jogo com o Estoril, em que o senegalês foi titular. «Com o Estoril fez um jogo interessante, ainda se viu o seu trabalho fora da área, tem melhorado, mas foi infeliz na finalização. Hoje conseguiu deixar a marca dele, não marcou, mas ganhou o penálti. Para a semana logo se verá qual será o plano».








































