Jogada10
·25 de febrero de 2025
Torcedores criam movimento por debate na criação da SAF do Fluminense
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·25 de febrero de 2025
Incomodado com a pressa demonstrada pelo presidente Mário Bittencourt para transformar o Fluminense em SAF, um grupo de tricolores lançou nesta terça-feira (25) o movimento “Futuro Flu”. A iniciativa tem como meta lutar pelo amplo debate sobre tal mudança, dando vez e voz a sócios estatutários e sócios-torcedores. A eleição nas Laranjeiras está marcada para novembro e, por já estar no segundo mandato, Bittencourt não poderá concorrer à reeleição.
O movimento é liderado por Rafael Rolim, advogado e Procurador do Estado; Sergio Poggi, arquiteto do BNDES; e José Eduardo Junqueira, doutor e professor em Direito. O “Futuro Flu”, porém, não é contrário à SAF. Mas questiona a falta de transparência com que a atual diretoria vem conduzindo a questão.
“Nosso movimento não é contrário à modernização do clube e à chegada da SAF, mas pretende promover um amplo e democrático debate sobre essa transformação. Será a decisão mais importante da nossa longa e rica história. É indispensável a ampla e irrestrita participação de todos os sócios votantes, com a disponibilização de mais locais de votação e a possibilidade do voto a distância”, destaca Rolim.
Uma das maiores preocupações do grupo é acerca de possíveis interesses pessoais. Afinal, existe a possibilidade de Bittencourt vir a ser o CEO da SAF.
“Isso não pode acontecer em hipótese alguma. O Futuro Flu exigirá a garantia de um processo de transformação livre de qualquer conflito de interesses. Não vamos compactuar com a permanência de dirigentes associativos e suas práticas na nova estrutura empresarial’, alerta Junqueira.
O desempenho esportivo aliado ao pagamento das dívidas é outro tema que merece atenção do “Futuro Flu”.
“Não abriremos mão da defesa de um processo de transformação que assegure o compromisso de investimento alto em futebol, priorizando o desempenho esportivo, que profissionalize integralmente a gestão, que invista fortemente nas categorias de base, que apresente um projeto viável de quitação das dívidas e que preserve nossa sede e nossas tradições”, encerra Poggi.