Esporte News Mundo
·8 de marzo de 2026
Única mulher entre presidentes da elite, Leila Pereira encara hostilidade no futebol brasileiro

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·8 de marzo de 2026

Primeira mulher a presidir o Palmeiras, Leila Pereira se tornou uma das figuras mais poderosas do futebol brasileiro. Mesmo com conquistas esportivas e gestão elogiada, a dirigente ainda enfrenta críticas e ataques em um ambiente historicamente dominado por homens.
A presença feminina no futebol brasileiro ainda é exceção, principalmente nos cargos de poder. Desde 2021, a empresária e advogada Leila Pereira ocupa a presidência do Palmeiras, tornando-se a primeira mulher a liderar o clube em mais de um século de história.
Apesar do protagonismo e dos resultados esportivos obtidos durante sua gestão, a dirigente frequentemente se vê no centro de polêmicas e críticas que também refletem um problema maior: o machismo ainda presente no futebol.
Em diferentes momentos, Leila já afirmou que ocupa um espaço historicamente dominado por homens e que a presença feminina em cargos de liderança ainda é rara no esporte.
No fim de 2025 e início de 2026, a presidente viveu um dos momentos mais delicados de sua gestão. Áudios de uma reunião interna da diretoria do Palmeiras vazaram e mostraram um clima de forte cobrança sobre decisões administrativas e esportivas do clube.
Vale lembrar que na temporada que se sucedeu, o clube havia ficado em segundo lugar nas principais competições do calendário, motivo pelo qual Leila foi duramente críticada. Apesar de todo investimento feito no clube nos últimos anos e em todas as conquistas em que esteve a frente da diretoria. A presidente foi acusada de má gestão na escolha e contratação de novos reforços.
Nos registros, dirigentes questionavam a condução de algumas negociações e estratégias. O episódio rapidamente ganhou repercussão nos bastidores do futebol e nas redes sociais.
Após a divulgação do conteúdo, Leila Pereira comentou a situação e criticou o vazamento das conversas internas.
“Discussões internas fazem parte da gestão de qualquer clube. O que não é normal é transformar reuniões de trabalho em material público para gerar desgaste político” — afirmou a presidente na ocasião.
Não se trata de um caso isolado. O ambiente do futebol brasileiro frequentemente expõe episódios de hostilidade contra mulheres, principalmente as que ocupam cargos de poder.
Em 2025, Leila saiu em defesa da jornalista Renata Mendonça após a comentarista sofrer um ataque considerado machista feito por um dirigente do futebol. Na ocasião, a presidente do Palmeiras afirmou que ainda existem homens que “desprezam o trabalho das mulheres no futebol”.
A própria dirigente também já foi alvo de ataques e conflitos públicos ao longo da carreira. Em um dos episódios mais comentados, o atacante Dudu recebeu punição esportiva por publicações consideradas discriminatórias contra a presidente após sua saída do clube.
Além das polêmicas, Leila também enfrentou protestos de torcedores e episódios de ameaças durante sua gestão, o que levou inclusive à adoção de medidas legais de proteção em determinados momentos.
O futebol ainda é um dos ambientes esportivos com menor presença feminina em cargos de liderança. No cenário internacional, por exemplo, Leila chegou a ser a única mulher entre presidentes de clubes participantes de grandes competições, evidenciando a desigualdade na gestão do esporte.
Mesmo diante das críticas e polêmicas, a dirigente mantém uma postura combativa e afirma que sua presença pode abrir caminho para outras mulheres no futebol.
“Espero que minha trajetória mostre que as mulheres também podem ocupar esses espaços. O futebol precisa evoluir nesse aspecto“
Entre críticas, pressões políticas e resultados esportivos, Leila Pereira segue como uma das figuras mais influentes do futebol brasileiro, e também como símbolo de um debate cada vez mais presente sobre o papel das mulheres no esporte.









































