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·28 de junio de 2026

Uruguai decepciona e deixa a Copa com uma marca que poucos esperavam

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O Uruguai encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 como uma das maiores decepções da fase de grupos. Bicampeã mundial e apontada como favorita à classificação, a Celeste terminou apenas na 37ª colocação geral entre as 48 seleções, sem vencer nenhuma partida e sendo a única representante da Conmebol eliminada antes do mata-mata.

A campanha uruguaia foi construída com dois empates, diante de Arábia Saudita e Cabo Verde, além da derrota por 1 a 0 para a Espanha na rodada decisiva. O desempenho ficou muito abaixo das expectativas para uma equipe que chegou ao Mundial embalada pelos resultados recentes nas Eliminatórias e pela qualidade do elenco comandado por Marcelo Bielsa.


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Uruguai durante jogo contra a Espanha (Photo by David Ramos/Getty Images)

Críticas aumentam após eliminação precoce

O desempenho em campo ampliou as críticas ao trabalho de Bielsa. Durante toda a competição, o Uruguai apresentou dificuldades para transformar posse de bola em chances claras, criou pouco ofensivamente e voltou a demonstrar problemas defensivos em momentos decisivos. A eliminação também foi acompanhada por relatos de desgaste interno entre comissão técnica e jogadores.

A campanha ganhou peso negativo por acontecer em uma Copa do Mundo com formato ampliado. Pela primeira vez, o torneio contou com 48 seleções, permitindo que 32 avançassem às oitavas de final. Mesmo com mais vagas disponíveis, a Celeste não conseguiu terminar sequer entre os melhores terceiros colocados.

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Bielsa durante jogo contra a Espanha (Photo by David Ramos/Getty Images)

O cenário aumenta a pressão sobre Bielsa, que já havia indicado antes do Mundial que seu ciclo poderia terminar após a competição. A continuidade do treinador passa a ser tratada como uma das principais dúvidas do futebol uruguaio para o próximo ciclo.

Entre os eliminados, o Irã terminou com a melhor campanha. A seleção asiática somou três empates contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, permaneceu invicta e ficou fora das oitavas apenas pelos critérios de desempate definidos pela Fifa. O lance mais marcante foi o gol anulado nos acréscimos contra os egípcios por um impedimento mínimo identificado pelo VAR.

Outras campanhas chamam atenção entre os eliminados

Outra seleção que deixou sensação de frustração foi a Turquia. Apesar de contar com uma geração promissora, liderada por Arda Güler e Kenan Yildiz, a equipe perdeu os dois primeiros compromissos mesmo criando mais oportunidades que os adversários. A vitória sobre os Estados Unidos na última rodada serviu apenas para diminuir o impacto da eliminação.

Na parte inferior da classificação apareceu o Iraque. A seleção sofreu três derrotas consecutivas, incluindo goleadas para Noruega, França e Senegal, encerrando a competição na última colocação geral entre os eliminados, com saldo negativo de 11 gols.

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Iraque durante jogo contra o Senegal (Photo by Megan Briggs/Getty Images)

O Panamá também entrou para uma estatística negativa. A equipe perdeu os três jogos disputados e terminou como a única das 48 participantes que não conseguiu marcar um único gol durante toda a fase de grupos.

Já Curaçao deixou uma impressão diferente. Mesmo eliminada, a estreante conquistou um empate diante do Equador, marcou um gol na competição e terminou à frente de seleções mais tradicionais, resultado considerado positivo para o menor país da história a disputar uma Copa do Mundo.

A classificação final dos eliminados evidencia contrastes importantes. Enquanto o Irã deixou o Mundial invicto e lamentando uma eliminação por detalhes, o Uruguai encerra a competição cercado por questionamentos, críticas e incertezas sobre o futuro de uma geração que chegou cercada de expectativa, mas saiu da Copa acumulando um dos maiores fracassos de sua história recente.

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