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·8 de abril de 2026

Veja os desafios de Diniz para reverter má fase do Corinthians

Imagen del artículo:Veja os desafios de Diniz para reverter má fase do Corinthians

Fernando Diniz deu início ao seu trabalho à frente do Corinthians na última terça-feira. O treinador comandou o primeiro treino no CT Dr. Joaquim Grava, teve uma conversa com o elenco e, em entrevista coletiva, falou sobre os desafios que terá pela frente no Timão.

A equipe está pressionada pelo jejum de nove jogos sem vencer e tem recebido cobranças de torcedores organizados nos últimos dias. Diniz ressaltou a necessidade de reencontrar o caminho das vitórias e disse que os jogadores estão cientes do mau momento.


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“Eu acho que os jogadores estão conscientes de que precisam mudar. A insatisfação do torcedor é legítima e vamos trabalhar para mudar. O torcedor quer ver o time brigando e vencendo. Estamos aqui por conta do torcedor, temos que entregar tudo o que pudermos para que a torcida saia satisfeita do estádio”, comentou.

“Temos que trabalhar para ir melhorando o time, voltar a vencer. Temos que priorizar o próximo jogo. Todo jogo é uma final”, completou.

Esta, entretanto, não é a única missão de Diniz no Corinthians. Abaixo, a Gazeta Esportiva listou outros desafios que o treinador terá no comando do Timão. Confira!

Recuperar jogadores

Diniz pretende recuperar jogadores do atual elenco que estão em má fase. Um exemplo é o meia Rodrigo Garro, que perdeu espaço entre os titulares. O comandante fez muitos elogios ao meia argentino e também falou sobre a chance de ele atuar ao lado de Breno Bidon.

“O Garro é um jogador talentoso, teve momentos de brilhantismo no Corinthians. Quero ajudar a recuperá-lo. Vou fazer o máximo que puder. Hoje ele estava solto, foi um dos destaques do treino. Vou ter o maior prazer em ajudá-lo e, se eu conseguir, será um grande prazer”, comentou.

“Acho que podem jogar juntos [Garro e Bidon], mas não quer dizer que vão. Temos que ver como vão se adaptar. É uma possibilidade. Se eles conseguirem jogar juntos, creio que o time terá um ganho técnico importante”, afirmou.

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(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Potencializar jovens

Outra missão do técnico é potencializar os jovens atletas do Corinthians. Ele tem o costume de dar chance aos mais novos, vide Gabriel Sara e Rayan, que chegaram à Seleção, e citou André e Bidon.

“É um trabalho que realizo durante toda minha carreira, tenho essa aproximação com os jovens. André e Bidon são realidades. Os garotos sempre precisam que a gente esteja próximo deles. Conquistaram os títulos, agora vieram as cobranças. Os dois têm uma estrada brilhante pela frente e espero contribuir. Tenho um olhar atento para os jovens da base. Tem outros jovens que estão integrados ao elenco, estou sempre atento. Se for o momento, vou lançá-los”, declarou.

Aprimorar jogo de Hugo com os pés

Não é segredo para ninguém que Diniz gosta que os goleiros dos seus times joguem com os pés. No Corinthians, ele elogiou a capacidade de Hugo Souza e deseja aprimorar o fundamento com o arqueiro.

“Trabalhei com o Fábio no Fluminense. Ele não jogava com os pés e evoluiu muito. O Hugo tem um jogo com os pés melhor do que as pessoas pensam. Temos que treinar e deixar o goleiro confiante para tomar as melhores decisões.  O Hugo vai melhorar a produção dele com os pés para saber tomar as melhores decisões, quando vamos jogar mais curto e quando vamos alongar”, analisou.

Resgatar força em Itaquera

Um legado negativo do trabalho de Dorival Júnior foi o péssimo retrospecto como mandante. Ele deixou o time com um aproveitamento de 51% na Neo Química Arena, o segundo pior dentre os últimos dez treinadores que passaram pela equipe. Diniz deseja resgatar a força do Timão em Itaquera.

“Jogar aqui é ruim para todo adversário. Nós temos que fazer prevalecer o mando cada vez mais. Espero que a gente consiga criar essa conexão com o torcedor. Se isso acontecer, a tendência da equipe subir no Brasileiro e avançar nas copas é muito grande. Precisamos encontrar essa sintonia com o torcedor”, comentou.

Controlar broncas

Diniz também falou sobre as broncas públicas que ele dá em alguns jogadores. O caso mais emblemático foi de Tchê Tchê, pelo São Paulo. Ele admitiu que às vezes exagera, mas defendeu as advertências.

“A imagem que as pessoas têm de mim é a do Diniz à beira do campo. Eu não me resumo a isso. Tenho uma relação profunda com os jogadores. Tenho alegria de ser daquele jeito, aquele Diniz consegue ajudá-los. Obviamente, passo do pontos em alguns momentos, tenho que saber corrigir. Aquilo tem um fundamento positivo de ajudar o jogador. Quando estou cobrando, tenho um motivo para isso. É uma coisa que muito mais ajuda do que atrapalha. Aquilo me traz uma grande exposição, mas os benefícios são muito positivos”, argumentou.

“Às vezes falam que eu estourei com um jogador, mas um dos cobrados no Vasco foi o Rayan. Quando perguntaram para ele, ele disse que eu sou um pai para ele. Aquilo é para o benefício do jogador. É só fazer uma enquete com os jogadores e perguntar se meu jeito prejudica ou auxilia eles em suas carreiras. Os exageros tenho que aprender cada vez mais, ter controle quando possível, mas tem um fundamento muito positivo para a vida dos jogadores”, concluiu.

O primeiro capítulo da trajetória de Diniz pelo Corinthians será escrito nesta quinta-feira. Em busca de reabilitação, o Timão vai estrear na fase de grupos da Libertadores diante do Platense. A bola rola às 21h (de Brasília) no Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires.

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