Portal dos Dragões
·5 de agosto de 2026
Villas-Boas recorda Jorge Costa, um ano após a sua morte: “Nunca precisou de definir a mística do FC Porto”

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André Villas-Boas assina, na edição desta quarta-feira de O Jogo, um emotivo artigo de opinião dedicado a Jorge Costa, cuja morte completa um ano. O presidente do FC Porto recorda-o como “uma pessoa exemplar, um jogador singular, um dirigente comprometido” e “um amigo”, salientando que “a dor permanece porque há ausências que o tempo não consegue preencher e homens cuja importância só se torna ainda mais evidente quando deixar de estar fisicamente presentes”.
O líder portista transmite o “abraço mais sentido” e as “profundas condolências” à mulher do antigo internacional português, Estela Rito, bem como “a toda a família e amigos”. Villas-Boas deixa ainda a “certeza” de que o clube “nunca esquecerá um dos seus maiores símbolos”: “A forma súbita e trágica como partiu, no Olival, emocionou profundamente o clube, a cidade e o país”.
“Passou um ano desde que o FC Porto perdeu Jorge Costa”, começa por escrever, reconhecendo que “nada consegue suavizar uma perda desta dimensão, mas existe algo de profundamente portista no facto de o Jorge ter estado, até ao último instante, na sua casa, ao serviço da instituição que tanto amava”.
“Partiu enquanto trabalhava, exigia e ajudava a construir o futuro do FC Porto, no lugar onde escolhera regressar para continuar a oferecer ao clube tudo aquilo que tinha. Hoje, o Centro de Treinos e Formação Desportiva ostenta o seu nome e lembra-nos diariamente aquilo que Jorge Costa representou. Não é apenas uma homenagem, é uma presença e um padrão de exigência para todos os que ali trabalham”, pode ler-se.
“Cada jogador, treinador ou funcionário que entra naquele espaço encontra o exemplo de alguém que demonstrou que o talento não chega sem trabalho, que a liderança não existe sem coragem e que representar o FC Porto exige caráter, frontalidade, lealdade e entrega absoluta. A sua carreira fala por si. Jorge Costa realizou 383 jogos, marcou 25 golos e conquistou 21 títulos com a camisola do FC Porto”, prossegue.
“Foi o capitão que conduziu o clube ao topo da Europa e do mundo, mas nenhum número consegue explicar completamente aquilo que foi. Jorge Costa nunca precisou de definir a mística do FC Porto porque ele próprio a personificava na forma como protegia os seus, enfrentava cada adversário e colocava sempre o coletivo acima de qualquer interesse individual”, completa.
A evocação do antigo capitão prossegue com a recordação de André Villas-Boas de que o regresso do Bicho ao FC Porto, em 2024, não aconteceu para “viver da memória nem ocupar um lugar simbólico”, mas antes para “trabalhar, decidir, exigir e ajudar a reconstruir” o clube. O seu contributo acabaria por ser decisivo na conquista do “31.º título de campeão nacional”.
“Hoje, às 19h00 [hora de Portugal Continental], será celebrada uma missa em sua memória, na Igreja de Cristo Rei, no Porto. Será um momento de recolhimento, gratidão e homenagem ao homem, ao jogador, ao capitão, ao dirigente e ao amigo que deixou uma marca eterna na história do FC Porto. Este é um dia de memória para toda a nação portista, um dia para sentirmos a dor da ausência, mas também para agradecermos tudo aquilo que Jorge Costa nos deixou”, reflete.
“O seu exemplo permanece no Olival, no Dragão, nos títulos que conquistou, nas equipas que liderou e em cada portista que reconhece nele a expressão mais pura dos valores do nosso clubes. Passou um ano, mas ficaram a presença, o exemplo e um legado que o tempo nunca apagará. Até sempre, capitão”, conclui.







































