Jogada10
·13 de marzo de 2026
Zubeldía mira longo prazo no Fluminense e analisa futebol brasileiro

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·13 de marzo de 2026

Técnico do Fluminense, Luis Zubeldía mira a possibilidade de construir um trabalho duradouro no clube das Laranjeiras. O treinador contou uma conversa que teve com o ex-presidente e atual diretor geral do clube, Mário Bittencourt, ao falar sobre a importância de pensar no longo prazo.
“Da outra vez eu estava conversando com o diretor esportivo, que veio tomar um café. Eu disse a ele: ‘Mário, se há algo que aprendi é que tenho que sentir que vou ficar muito tempo aqui, que vou decorar este apartamento como eu gostaria de fazer. E se eu tiver que gastar uma grana, eu gasto, porque minha vida é esta e não o que está por vir”, disse ao Olé.
Zubeldía também comentou sobre a pressão que é em comandar um time brasileiro. Ele ressaltou que a cada dia é uma montanha-russa de emoções.
“Emocionalmente, é uma montanha-russa. É impossível manter um nível consistente de jogo, de resultados positivos. Tudo oscila, é passageiro. Por isso, você precisa ser mentalmente muito forte para se reinventar em um curto espaço de tempo. É como ter uma prova final a cada três dias”, ressaltou.

Zubeldía no comando do FluminenFoto: Lucas Merçon/FFC
Em entrevista, Zubeldía descartou a obsessão pelo conceito de “dar dez passes seguidos”, o que implica uma preferência por um jogo mais direto e vertical, em contraposição ao estilo de posse de bola excessiva.
“Não sei. Mas não penso no conceito de dar dez passes seguidos. É claro que hoje pretendo que os zagueiros filtrem, proponham o jogo; não admito que os três do meio não consigam sair da pressão… Devem ter condições, drible, controle orientado e passe de primeira. Se você não conta com gente assim no Brasileirão, não pode fazer parte do G-6. Eu tenho bons jogadores de currículo que, no entanto, às vezes não jogam tanto porque não cumprem todos esses requisitos”, destacou.
O argentino também foi perguntado sobre a diferença dos estilos do futebol carioca e paulista. Afinal, Zubeldía comandou o São Paulo antes de ser treinador do Fluminense.
“O estilo carioca é mais relaxado. O camisa 10 do Flamengo era o Zico. Hoje, De Arrascaeta faz o que o Zico fazia. No Fluminense, temos o Ganso, o Lucho Acosta… Tirando os clássicos, é um futebol mais artístico. O estilo paulista é mais duro, o campeonato estadual é mais complicado porque tem muitos times da Série B que montam um elenco forte durante três meses, mas depois, eles desmoronam”, ressaltou.
No campo de jogo, Zubeldía tem se traduzido em resultados expressivos para o Fluminense. A equipe acumula um desempenho de destaque, registrando 21 vitórias em 33 confrontos disputados sob seu comando.









































