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·25 mars 2026

A CONTA CHEGOU! Após ‘acordos secretos’ de Dedé com ex-parceiras do São Paulo, conselheiros pedem sua expulsão do clube

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A conta para Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, conselheiro vitalício e ex-diretor social do São Paulo, finalmente chegou. Após a divulgação de que o dirigente fazia alguns acordos verbais com empresas que eram parceiras do Tricolor sem o conhecimento do clube, conselheiros protocolaram um pedido de expulsão ao mesmo no início desta semana.

O grupo formalizou a representação junto à Comissão de Ética do São Paulo pela exclusão de Dedé, apontando supostas irregularidades na gestão do departamento social comandado por ele, além de condutas consideradas danosas ao clube.


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Dedé teve seu nome diretamente ligado a duas empresas que eram parceiras do Tricolor, mas agora brigam na Justiça após rompimentos conturbados, casos da FGoal e Milclean.

A primeira era responsável pelo fornecimento de alimentação e bebidas em todo o estádio do Morumbi, enquanto a Milclean fornecia contingente para a limpeza do clube.

O São Paulo pediu rescisão por justa causa com a FGoal após identificar movimentações financeiras consideradas suspeitas na plataforma Zig Pay, sistema que centraliza os pagamentos no estádio e no clube social.

Segundo o São Paulo, houve atuação sem respaldo contratual ou conhecimento das áreas responsáveis. A FGoal contestou, alegando que os valores estavam ligados a serviços de tecnologia e fiscalização, e agiu sempre com autorização verbal de Dedé.

Os conselheiros do São Paulo alegaram no pedido de expulsão que Dedé teria permitido a operação da empresa sem a formalização jurídica necessária e sem submeter o tema aos órgãos competentes do clube, configurando uma falha grave de gestão.

O pedido alega também que o ex-diretor teria também ajudado a FGOAL em disputa judicial contra o São Paulo, já que teria feito uma declaração a pedido da empresa, confirmando ter autorizado verbalmente as movimentações financeiras na conta do Tricolor, e que o departamento financeiro tinha ciência do acordo firmado por Dedé.

Com a Milclean a situação foi semelhante. A empresa também foi acionada na Justiça pelo São Paulo, que exige a rescisão contratual por justa causa, além de multa de R$ 1 milhão, alegando que a ex-parceira agiu de má-fé, descumpriu o acordo e causou prejuízos financeiros milionários ao clube.

Nesta terça-feira (24), a Milclean se defendeu através de uma nota oficial emitida, afirmando que os ajustes contratuais foram devidamente documentados e aprovados pelo conselheiro vitalício Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé.

“Desde o início do contrato, houve uma repactuação entre as partes, com a aprovação do Sr. Antônio Donizete Gonçalves, diretor em exercício na época. Foram implantadas novas tecnologias e realizados investimentos robustos em equipamentos, como compensação pela diferença de mão de obra.

Os ajustes foram devidamente documentados e aprovados por ele, e, na ocasião, ratificou que o SPFC não teria condições financeiras para assumir custos adicionais. Mesmo assim, a fim de garantir a execução contratual com excelência, realizamos as devidas implantações, que permaneceram em funcionamento até o último dia de prestação dos nossos serviços”, diz trecho da nota emitida pela empresa.

E COMO FICA DEDÉ?

A situação de Dedé não é nada tranquila. Ele é também alvo de inquérito da Polícia Federal e do Ministério Público, que apuram possíveis irregularidades relacionadas à sua gestão e contratos firmados enquanto funcionário do São Paulo.

Os conselheiros tricolores pediram para que seja aberto um procedimento para apuração dos fatos e uma investigação detalhada das movimentações financeiras ligadas à FGOAL, especialmente no sistema Zigpay, e esclarecimentos sobre a ausência de contrato formal que regulasse sua atuação.

Se confirmadas as irregularidades após averiguação do Conselho de Ética do São Paulo, Dedé enfim pode ser expulso do quadro associativo e do clube de vez.

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