Revista Colorada
·22 janvier 2026
A explicação de reforço do Inter sobre passagem apagada em gigantes

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·22 janvier 2026

O Internacional apresentou oficialmente, na tarde desta quinta-feira, o volante argentino Rodrigo Villagra, novo dono da camisa 5 colorada, número histórico eternizado por Falcão. Aos 24 anos, o meio-campista chega ao Beira-Rio cercado de expectativa não apenas pelo investimento envolvido, mas também pela bagagem adquirida em clubes importantes do futebol sul-americano e europeu. Durante a coletiva, Villagra falou abertamente sobre sua trajetória recente e admitiu que os últimos meses foram desafiadores, especialmente no futebol russo.
O Colorado será o quinto clube da carreira do volante. Revelado pelo Rosario Central, Villagra ganhou projeção nacional defendendo o Talleres, onde se destacou como um dos principais volantes do futebol argentino. O bom desempenho o levou ao River Plate, mas a passagem pelo gigante de Buenos Aires foi curta. Posteriormente, o jogador se transferiu para o CSKA Moscou, onde também teve poucas oportunidades de sequência.
– Foi um período meio complicado. Depois que terminei de me adaptar apareceu a oportunidade do Inter. Fiquei pouco tempo tanto no River como no CSKA, mas isso já passou. Agora minha cabeça está aqui no Inter e vou tentar fazer o melhor possível para o bem do clube – afirmou o volante, demonstrando maturidade ao tratar de um tema sensível da carreira.
Os números confirmam a dificuldade de afirmação recente. Villagra não atuou na primeira temporada pelo CSKA e, na atual, entrou em campo em nove partidas, sendo titular em cinco. O último jogo disputado foi em 7 de dezembro, quando o time russo foi derrotado pelo Krasnodar por 3 a 2. Desde então, o volante não voltou a atuar oficialmente, mas garante estar em boas condições físicas para contribuir imediatamente no Inter.
Internamente, a avaliação do clube é de que o contexto vivido pelo jogador explica a falta de sequência. A adaptação ao futebol europeu, o curto período de permanência nos clubes e a forte concorrência por posição são vistos como fatores determinantes. Ainda assim, a comissão técnica acredita que Villagra reúne características ideais para o modelo de jogo de Paulo Pezzolano, especialmente pela intensidade, capacidade de marcação e leitura tática.
A chegada ao Inter representa, portanto, mais do que uma nova etapa: é uma chance de reconstrução esportiva para o argentino. Ao assumir a camisa 5, Villagra carrega o peso da história e a expectativa de se firmar como referência no meio-campo colorado. O discurso firme e o foco declarado no clube indicam que o volante vê no Beira-Rio o ambiente ideal para retomar protagonismo e escrever um capítulo mais duradouro em sua carreira profissional.







































