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Calciopédia

·20 janvier 2026

A Inter tropeçou no Arsenal, sofreu sua terceira derrota na Champions League e deixou G8

Image de l'article :A Inter tropeçou no Arsenal, sofreu sua terceira derrota na Champions League e deixou G8

A Champions League voltou a expor um problema recorrente da Inter nos jogos grandes da temporada europeia. Em San Siro, o time nerazzurro caiu por 3 a 1 diante do Arsenal, sofreu a terceira derrota consecutiva no torneio pela primeira vez em sua história e, também de forma inédita nesta temporada, deixou o grupo dos oito primeiros, transformando a última rodada em Dortmund num confronto direto pelo improvável acesso imediato às oitavas de final – que dependerá de resultados em outros duelos.

O contexto tornava o duelo desta terça bastante aguardado. O Arsenal chegou a Milão como líder isolado da Liga dos Campeões e da Premier League; a Inter, primeira colocada da Serie A, ocupava a sexta posição na tabela da competição europeia, mas pressionada pela sequência negativa contra Atlético de Madrid e Liverpool. O confronto, vencido pelos italianos na temporada passada, desta vez teve roteiro bem diferente.


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Após descansar Thuram contra a Udinese, no fim de semana, Cristian Chivu voltou escalá-lo ao lado de Lautaro no ataque. Sem Dumfries e Çalhanoglu, apostou novamente em Luis Henrique na ala direita e em Zielinski como organizador, lançando ainda Sucic e Acerbi em posições que anteriormente foram ocupadas por Mkhitaryan e Bisseck. Do outro lado, Mikel Arteta armou um Arsenal agressivo desde o início, com Saka, Gabriel Jesus e Trossard na frente e um meio-campo funcional, mesmo sem Rice e Ødegaard entre os titulares. Na defesa, Calafiori e Hincapié eram desfalques.

O tom da partida foi estabelecido cedo. A pressão alta, a circulação rápida e a agressividade inglesa resultaram no primeiro gol aos 10 minutos: após jogada em toques de primeira, a finalização espirrada de Timber encontrou Gabriel Jesus atento na pequena área, aproveitando falha de alinhamento defensivo da Inter – mais especificamente, de um desconectado Luis Henrique. A resposta veio aos 18, em momento de insistência: após contra-ataque, Thuram e Barella tiveram chutes bloqueados, mas Sucic, da entrada da área, acertou um belo arremate no ângulo, recolocando os donos da casa no jogo.

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A defesa da Inter não foi bem e Gabriel Jesus marcou duas vezes no primeiro tempo (Getty)

O empate, porém, não trouxe controle para os mandantes. Aos 28, a Inter desperdiçou um contra-ataque claríssimo em superioridade numérica, com Thuram finalizando alto e Barella, livre, reclamando no segundo pau. Três minutos depois, o castigo: jogada ensaiada do Arsenal em escanteio, Trossard escorou no segundo poste e Gabriel Jesus apareceu novamente mais rápido que toda a defesa para marcar o segundo, em mais um erro coletivo de cobertura do desatento sistema defensivo nerazzurro.

O restante do primeiro tempo seguiu em alto ritmo. Saka e Trossard levaram perigo, enquanto a Inter respondeu com chegadas de Luis Henrique, concluindo para fora, e Dimarco, parando em Raya. Na volta do intervalo, o roteiro se repetiu: o Arsenal era mais seguro com a bola, enquanto a Beneamata buscava soluções em transições. Os visitantes, em geral, eram mais agudos e Bastoni protagonizou um desarme decisivo sobre Saka aos 63, arrancando aplausos como se fosse gol.

Chivu tentou mudar o cenário com Frattesi e Esposito nos lugares de Barella e Lautaro. A equipe ganhou ímpeto: o jovem atacante quase empatou no primeiro toque na bola, com uma girada esperta após um de seu já tradicional movimento como pivô, e voltou a levar perigo minutos depois. Era o melhor momento nerazzurro na partida. Mas, quando o empate parecia possível, veio o golpe final. Aos 84, em contra-ataque, Gyökeres ficou com a sobra após indecisão entre Sucic e Frattesi na entrada da área, e acertou um chute preciso no ângulo, encobrindo Sommer.

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O gol de Sucic foi apenas ilusório para a Inter (Getty)

A queda da Inter não pode ser lida apenas como um tropeço para o melhor time da Champions League. O que San Siro viu contra o Arsenal é a continuação de um padrão que atravessa a temporada e se manifesta com mais nitidez sempre que o nível do confronto sobe, seja em nível europeu, seja nos jogos grandes da Serie A. Diante de Atlético de Madrid, Liverpool e agora Arsenal, mas também nos duelos domésticos de maior exigência, a equipe tem oscilado nos mesmos pontos: dificuldade para sustentar o controle após reagir a um golpe, erros coletivos na proteção da área e um custo alto demais para cada falha de leitura. Contra os Gunners, a derrota até seria mais facilmente digerida se, nos duelos anteriores do torneio continental, pelo menos dois pontos não tivessem escapado por detalhes.

O empate firmado por Sucic não reorganizou o time – como em outros momentos do ano, apenas mascarou um desequilíbrio que voltou a aparecer na bola parada e nas transições defensivas. A Inter cria, compete e chega ao gol, mas não consegue transformar volume em autoridade quando o adversário tem qualidade para punir os seus desajustes. Contra rivais do mesmo patamar técnico, o jogo pede precisão absoluta, mas os nerazzurri pecam. E essa diferença, recorrente ao longo da temporada, explica por que partidas como esta deixam de ser acidentes e servem como um diagnóstico.

A sétima vitória consecutiva do Arsenal na competição confirmou a candidatura a voos mais altos para um time que alia intensidade, organização e eficiência contra adversários de alto nível – não é o caso do Kairat, que deve ser vítima dos Gunners na oitava e derradeira rodada da Champions League. Para a Inter, o cenário é mais incômodo, após derrotas para as grandes que enfrentou na competição. A viagem à Alemanha para encarar o Borussia Dortmund, na última jornada, não será apenas decisiva na tabela, mas simbólica para reavaliar até onde este equipe consegue ir quando o nível sobe – e quando errar deixa de ser opção.

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