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Calciopédia

·27 mars 2026

A Itália se impôs sobre a Irlanda do Norte no segundo tempo e avançou na repescagem da Copa

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A Itália confirmou o favoritismo ao superar a Irlanda do Norte por 2 a 0 na repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026, assegurando presença na etapa decisiva diante de Bósnia e Herzegovina, que eliminou o País de Gales nos pênaltis. O placar garantiu continuidade na caminhada, embora o desempenho tenha oscilado em diferentes momentos, sobretudo antes do intervalo, quando o controle azzurro não se traduziu em vantagem. A vitória ao menos gera algum alívio para o duelo decisivo, fora de casa, na próxima terça.

Gennaro Gattuso escalou o seu time sem surpresas, mandando ao gramado da New Balance Arena, em Bérgamo, o 3-5-2 informado pela imprensa, com Mancini, Bastoni e Calafiori na zaga, Politano na ala direita e Kean e Retegui fazendo dupla de ataque. O início da partida também seguiu o roteiro esperado, com a Nazionale dominando a posse e estruturando a saída com três homens, graças ao recuo de Locatelli entre os zagueiros. A circulação buscava amplitude constante, explorando os lados do campo, enquanto os visitantes montavam um bloqueio compacto para reduzir espaços e dificultar infiltrações.


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Apesar do domínio territorial, a construção italiana apresentou lentidão. As conexões no meio não fluíam com naturalidade, e a equipe encontrava dificuldades para romper linhas. Tonali tentava acelerar a dinâmica, mas faltava conexão entre setores, o que limitava a criação a lances isolados e previsíveis – além de muitos cruzamentos, num tipo de jogo que favoreceria Esposito, preterido em favor de Retegui, apesar de o Campeonato Saudita estar suspenso, em virtude da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

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Em primeiro tempo morno, a Itália abusou dos cruzamentos (Getty)

Os duelos individuais favoreciam a bem postada defesa adversária, que conseguiu neutralizar as referências centrais e levar a Itália a apostar nas citadas estratégias – sem resultados concretos. As melhores oportunidades da etapa inicial surgiram de forma esparsa. Bastoni levou perigo em cabeceio desviado, Kean finalizou por cima após tentativa rápida, e Retegui concluiu sem dificuldade para o goleiro Charles. O volume existia, porém a qualidade das finalizações não acompanhava a superioridade estatística.

A Irlanda do Norte manteve disciplina tática exemplar. Alternando entre linhas de cinco e quatro no meio, a equipe fechava corredores e obrigava o adversário a circular longe da área. Quando recuperava a bola, buscava ligações diretas, tentando explorar segundas bolas e eventuais desorganizações defensivas.

Mesmo com menor posse, os visitantes conseguiram equilibrar alguns trechos da partida. Jogadores como Price e Donley buscaram acelerar quando possível, mas encontraram dificuldades diante da organização defensiva italiana. Assim, a equipe norte-irlandesa tentou assustar em finalizações de fora da área, mas Donnarumma não faria nenhuma intervenção durante a partida, uma vez que nenhum chute adversário foi na direção de sua baliza.

O cenário mudou na volta do intervalo. A Nazionale voltou nervosa e lenta, mas isso passou depois de chances perdidas e do incentivo da torcida. Assim, aumentou a velocidade das ações, passou a ocupar melhor os espaços e encontrou maior fluidez na troca de passes. A circulação deixou de ser apenas lateral e ganhou progressão, criando dificuldades para a estrutura defensiva rival.

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O gol do alívio: Tonali encheu o pé para destravar a eliminatória (Getty)

Antes do gol sair, duas chances claras catalisaram a mudança de postura. Retegui desperdiçou um contra-ataque promissor após erro adversário, adiantando demais a bola quando só poderia ter finalizado, cara a cara com o arqueiro. Em seguida, enquanto Kean obrigou Charles a intervir com dificuldade em finalização cruzada. A pressão crescia e indicava um desfecho diferente.

A abertura do placar veio aos 56 minutos. Após o enésimo cruzamento da partida e um erro de corte da zaga da Irlanda do Norte, que afastou a bola para a meia-lua, Tonali apareceu na entrada da área e finalizou com muita raiva, vencendo a resistência defensiva visitante. O lance sintetizou a melhora coletiva e premiou o jogador que mais buscava soluções ao longo da partida.

Com a vantagem, a Itália ganhou tranquilidade e passou a controlar o ritmo com maior segurança. Gattuso promoveu ajustes, incluindo a saída do apagado Retegui e a consequente entrada de Esposito, que trouxe mobilidade ao ataque e ampliou as opções ofensivas. O jovem atacante da Inter acabou participando ativamente das ações subsequentes.

A Irlanda do Norte, obrigada a reagir, adiantou suas linhas e tentou pressionar. A mudança abriu espaços, permitindo transições mais perigosas para os italianos, que passaram a encontrar campo para acelerar e explorar a fragilidade momentânea do adversário. Kean teve várias oportunidades, tentando chutes cruzados e até mesmo uma puxeta improvável, mas não conseguiu vazar Charles.

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Olhando para o futuro: Kean igualou marca histórica e pode manter bom momento pela Itália contra os bósnios (Reuters)

A insistência do atacante da Fiorentina, porém, seria premiada e o segundo gol surgiu aos 80 minutos, novamente com participação decisiva de Tonali. O meio-campista encontrou Kean em profundidade, e o camisa 11 concluiu com precisão após superar a marcação. Pelo quinto jogo seguido, o ítalo-marfinense balançou as redes, igualando um feito que os azzurri não viam desde a Copa de 1990, quando Schilacci estufou o barbante em sequência idêntica. O lance definiu o confronto e refletiu a superioridade construída ao longo da etapa final.

Nos minutos derradeiros, os visitantes tentaram pressionar com bolas alçadas e presença física na área, porém a defesa italiana manteve organização e não cedeu oportunidades claras. A equipe administrou o resultado com maturidade até o apito final. Ainda houve tempo para Gattuso promover a estreia do jovem Palestra, que vem sendo o melhor ala pela direita da Serie A com a camisa do Cagliari.

O resultado consolidou uma atuação pragmática, marcada por paciência e capacidade de decisão nos momentos-chave. Sem brilho constante, a Itália cumpriu o objetivo e afastou o peso psicológico das eliminações recentes em repescagens.

Agora, o foco se volta para o confronto decisivo contra Bósnia e Herzegovina. O desafio, fora de casa, na cidade de Zenica, promete maior exigência técnica e um ambiente adverso, fatores que exigirão desempenho mais consistente dos comandados de Gattuso. Ainda assim, os sinais são encorajadores, com um meio-campo funcional, opções no ataque e uma estrutura defensiva confiável para sustentar a ambição de retornar à Copa do Mundo após duas edições de surpreendente ausência.

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