Revista Colorada
·18 mai 2026
A justificativa de Bolívar, ídolo do Inter, sobre o fim da carreira como treinador

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Apelidado de “General” pela torcida do Internacional, Bolívar se tornou um dos principais ídolos da equipe gaúcha no início do século. Foi ele, por exemplo, o responsável por erguer o troféu do bicampeonato da Libertadores da América, em 2010. O defensor, inclusive, chegou a marcar um dos gols no jogo de ida, diante do Chivas, no México.
Além do grande desempenho em campo, o zagueiro era um líder no vestiário. Por muitos anos ele utilizou a faixa de capitão e era visto como inspiração pelos companheiros. Desta forma, todos apontavam que ele conseguiria se tornar um grande treinador e gestor de elenco após pendurar as chuteiras.
Com isso, depois de se aposentar, Bolívar decidiu seguir carreira como técnico. Os resultados, no entanto, não foram o esperado. Em 2018 ele iniciou sua trajetória pelo União Rondonópolis, do Mato Grosso. Depois, ele ainda passou por Barra-SC, Novo Hamburgo, Cianorte, Brasil de Pelotas, Vila Nova e Santa Cruz, antes de abrir mão da carreira como auxiliar da Chapecoense.
Para muitos, todavia, este ainda era o início da carreira do ex-zagueiro como técnico e, se fosse persistente, ele poderia ganhar espaço no cenário nacional. Por conta disso, a decisão de abandonar o esporte em 2022 pegou muitos de surpresa. Diante disso, o ídolo do Internacional explicou, em entrevista para o canal “ESPN” que a decisão foi tomada após um questionamento da filha.
“Minha filha me liga e fala ‘nossa pai, estava acompanhando nas redes sociais, porque as pessoas estão te xingando, falando que você não presta, você fez tanta coisa boa pro futebol’. Eu falei ‘filha, é assim, o seu pai está vacinado, quando você ganha é o melhor, quando perde não presta’. E ela: ‘pai, mas você precisa disso ainda?’. Quando ela falou isso, eu falei ‘o pai está fazendo isso porque ama, porque ama estar na beira do campo, na resenha, ama estar passando tudo o que eu vivi como atleta’. Mas depois eu cheguei no clube e falei ‘muito obrigado, eu agradeço, mas agora vou cuidar da minha família’. Hoje consigo estar no jornalismo”, justificou Bolívar.







































